Adolescente denuncia ameaça de homem que queria se casar com ela


Foto: Reprodução/TV Vitória

Uma adolescente de 16 anos procurou a Polícia Civil junto com o pai para denunciar ameaças de um homem que, segundo ela, insistiu em se casar com ela. As intimidações começaram depois que ela recusou uma proposta feita por telefone na última segunda-feira (31). O caso aconteceu em Viana.

Segundo o relato da adolescente, o homem disse que viu uma foto dela no perfil do WhatsApp e afirmou que queria casar com ela. Ele teria oferecido sustentá-la e a uma suposta filha, com o pagamento de R$ 1.500 de aluguel no primeiro mês, além de leite e fraldas.

A adolescente afirmou que recusou a proposta por não conhecer o homem e por ser menor de idade.

“’Olha aqui moço, me desculpe, mas eu não tenho filha, eu não preciso do seu dinheiro para nada, porque além de ser menor de idade, eu não não te conheço’. Falei bem assim para ele”, afirmou a menor.

Mesmo após a recusa, o homem teria continuado os contatos por aplicativos de mensagem e enviado áudios com ameaças. A adolescente relatou que ele disse que a mataria caso ela não fosse encontrá-lo e que iria procurá-la no trabalho.

Ele começou a me mandar áudios absurdos, me ameaçando, falando para mim que na casa dele tem relação sexual com ele, que se eu não fosse ele ia me matar, que ele ia no meu trabalho atrás de mim e isso eu comecei a ficar com medo.

Adolescente ameaçada

Ela também relatou ameaças contra familiares e disse que o homem afirmou que iria até a escola para sequestrá-la. “eu fico com medo, vou pra escola com medo, vou pro trabalho com medo dele aparecer, me atacar, ele até falou que ia na minha escola me pegar me sequestrar”, disse.

Com medo, a adolescente pediu ajuda ao pai. Ele entrou em contato com o número usado nas ligações e mensagens, se passando por uma mulher para obter mais informações. Durante a conversa, o homem enviou uma foto, compartilhou uma localização e teria marcado um encontro em uma pracinha de Canaã, em Viana.

O pai não foi ao local e reuniu as informações e provas que conseguiu antes de procurar uma delegacia. Um boletim de ocorrência foi registrado, e, segundo a família, o homem parou de fazer contato depois disso.

Ainda assim, pai e filha afirmam que continuam com medo e pedem apoio das autoridades. “Eu vou esperar uma coisa acontecer com a minha família? Depois de acontecer, quem é que vai me dizer, eu que vou perder uma filha, né?”, disse o pai.

A equipe de reportagem entrou em contato com o número usado nas ligações e mensagens. Um homem atendeu e afirmou que não tinha conhecimento sobre o assunto.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Alessandra Ximenes da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória


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