Piolho vira briga entre Luana Piovani e Pedro Scooby; veja como tratar o problema


Luana Piovani reclamou do ex-marido, Pedro Scooby, após encontrar piolhos na cabeça da filha. Fotos: Reprodução/Instagram

Piolho no cabelo das crianças já costuma ser motivo suficiente para preocupação dos pais. Quando os responsáveis são separados, porém, o problema pode acabar virando também uma discussão sobre quem deve cuidar da criança. Foi o que aconteceu nesta semana com a apresentadora Luana Piovani.

Na quarta-feira (2), Luana publicou nas redes sociais imagens de piolhos que, segundo ela, foram encontrados na cabeça da filha, Liz, de 11 anos. A apresentadora aproveitou a publicação para criticar o ex-marido, Pedro Scooby, pela forma como estaria cuidando dos filhos.

“Espero que esteja dançando melhor do que está cuidando dos filhos. Entreter não é criar”, escreveu Luana, em referência à participação do surfista no quadro “Dança dos Famosos”.

A situação chamou atenção para um problema bastante comum na infância: a pediculose, nome dado à infestação por piolhos. Apesar de incômoda, a condição tem tratamento e exige alguns cuidados para evitar que a infestação continue ou volte.

Como tratar o piolho?

De acordo com orientações do TelessaúdeRS, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o tratamento de escolha para a pediculose é feito com permetrina a 1%, disponível em emulsão ou loção. O produto deve ser utilizado conforme as orientações de uso.

A orientação publicada pela universidade é lavar os cabelos com shampoo normal, sem condicionador, e secá-los com uma toalha. Em seguida, o produto deve ser aplicado nos cabelos quase secos, cobrindo todo o couro cabeludo, especialmente a região da nuca e atrás das orelhas.

Após o período indicado para o produto, o cabelo deve ser enxaguado. O tratamento deve ser repetido no nono dia. A permetrina pode ser utilizada a partir dos dois meses de idade, mas, como ocorre com qualquer medicamento, a escolha do tratamento deve considerar a idade e as condições de cada criança.

E as lêndeas?

A retirada manual das lêndeas não é obrigatória para resolver a infestação. No entanto, quem optar por removê-las pode utilizar um pente fino a cada dois ou três dias, com o cabelo úmido e condicionador. O cuidado é importante porque as lêndeas ficam presas aos fios e podem ser confundidas com caspa ou outros resíduos.

Todo mundo precisa tratar?

Não necessariamente. Familiares e pessoas que tiveram contato próximo com a criança devem ser examinados e tratados caso apresentem piolhos vivos ou lêndeas próximas ao couro cabeludo. A orientação é que, sempre que possível, os tratamentos sejam realizados ao mesmo tempo entre as pessoas infestadas.

Quem divide a cama com a pessoa infestada também merece atenção especial. Isso ajuda a evitar o famoso “vai e volta” do piolho: a criança é tratada, mas entra novamente em contato com alguém que continua infestado.

É preciso lavar a casa inteira?

Não é necessário transformar a casa em uma operação de guerra. Mas alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de reinfestação. Roupas usadas nos últimos dois dias, roupas de cama e toalhas devem ser lavadas com água quente ou passadas com ferro.

Pentes e escovas podem ser mergulhados em água quente por cinco a dez minutos. Acessórios de cabelo que não podem ser lavados devem ser higienizados e colocados em uma sacola plástica fechada por duas semanas.

Piolho não é sinal de falta de higiene

A presença de piolhos não significa que a criança ou a família não tenha bons hábitos de higiene. A infestação ocorre principalmente pelo contato próximo entre pessoas, especialmente entre crianças.

Por isso, além do tratamento, é importante verificar quem convive próximo à criança e evitar o compartilhamento de objetos que tenham contato direto com os cabelos, como pentes, escovas e acessórios.

No caso de pais separados, a melhor estratégia provavelmente é menos dramática que uma briga nas redes sociais: os dois responsáveis devem estar alinhados sobre o tratamento, os cuidados e a observação da criança.

Assim, além de aumentar as chances de eliminar o problema, fica mais fácil evitar que o piolho faça novas visitas – e que ele vire mais um motivo para a próxima discussão entre os adultos.



FONTE: Folha Vitória


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