Magno Malta é denunciado pelo MP por caso de agressão a técnica de enfermagem
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou o senador Magno Malta (PL-ES) por vias de fato contra uma técnica de enfermagem. O parlamentar é acusado de dar um tapa no rosto da profissional em um hospital de Brasília, em maio deste ano.
De acordo com informações do Metrópoles, na denúncia, o MPDFT relatou que Magno Malta “desferiu-lhe um forte tapa no rosto, chegando a entortar seus óculos”. A assessoria do senador informou que ele irá se manifestar ao final do processo. O caso tramita no 2º Juizado Especial Criminal de Brasília.
O episódio ocorreu durante um exame de angiotomografia realizado no Hospital DF Star, em Brasília. A técnica verificou um extravasamento de contraste no braço do senador durante o procedimento e informou que seria necessário fazer uma compressa.
De acordo com a denúncia do MPDFT, Malta se levantou do tomógrafo e a profissional se aproximou para ajudá-lo. Nesse momento, o senador teria agredido a técnica de enfermagem. A vítima teria ficado com o rosto dolorido e vermelho e teve os óculos danificados.
A denúncia, datada da última sexta-feira (28), pede que o senador repare os danos materiais e morais causados à técnica, em valor que será definido pelo juiz.
Ministério Público tentou acordo com Magno Malta
Antes de apresentar a denúncia, o MPDFT ofereceu uma proposta de transação penal a Magno Malta. Esse tipo de acordo prevê pagamento de multa ou prestação de serviços para evitar a abertura de processo penal.
A proposta previa a prestação de 45 horas de serviço comunitário ou o pagamento de R$ 6 mil a uma instituição. Na ocasião, a assessoria do parlamentar informou que ele aguardava o fim do processo.
Com a falta de acordo, o Ministério Público deu seguimento ao processo com a denúncia. A etapa não configura culpabilidade ao senador e as provas ainda serão analisadas pela Justiça.
Anteriormente, Magno Malta também registrou boletim de ocorrência contra a técnica de enfermagem, acusando-a de erro no procedimento. O MPDFT se manifestou entendendo que não houve falha da profissional e o processo contra ela foi arquivado pela Justiça do Distrito Federal.
*Com informações do Metrópoles
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