Quadrilha mirava prédio de ex-secretário de Bolsonaro

Maria Luyza Silva de Oliveira, integrante de uma quadrilha presa por cometer um furto de R$ 700 mil em um apartamento na Praia da Costa, em Vila Velha, em 2024, já tentou invadir o apartamento de Fabio Wajngarten, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Wajngarten é advogado, empresário e também atuou como secretário-executivo do Ministério das Comunicações durante o governo de Jair Bolsonaro.

Nas imagens, a criminosa aparece na porta do prédio de Wajngarten, na região central de São Paulo. Na ocasião, ela não conseguiu entrar no imóvel e nada foi levado.

Crime no ES

Em 2024, Maria Luyza e Carolina Arraes de Lima invadiram um apartamento na Praia da Costa. No imóvel, elas levaram R$ 700 mil em joias e dinheiro da vítima.

Além das duas, também compunham a quadrilha: Rayssa Carneiro de Arruda e Joel da Silva Santana. A Polícia Civil do Espírito Santo anunciou a prisão do grupo criminoso nesta quarta-feira (6).

A quadrilha era especializada em furtos em condomínios de alto padrão e agiu em diversos estados do Brasil.

Para cometer os crimes, o grupo fazia o levantamento dos dados e das vidas das vítimas para saber exatamente onde moravam, seus hábitos e o que possuiam de valor.

Segundo o delegado Gabriel Monteiro, chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), essas pesquisas eram feitas em sites na internet, hospedados em outros países.

Eles conseguem através de sites, hospedados fora do país, normalmente nos Estados Unidos, na dark web. E com esse site eles conseguem o nome da pessoa, imposto de renda, saber o telefone da residência e da portaria dos condomínios de alto padrão.

Gabriel Monteiro, chefe do Deic

Como os criminosos entravam nos condomínios

Com os dados das vítimas em mãos, os criminosos iam até os condomínios e se apresentavam como familiares.

Em outras ocasiões, eles também se passavam por moradores do condomínio e ligavam para a portaria do prédio. Ali, orientavam os porteiros para que deixassem as meninas entrarem no apartamento.

“Como eles agem? Em regra, são três ou quatro indivíduos. Duas meninas são pessoas de vestimenta boa, de bom aspecto. Uma outra pessoa fica do lado de fora esperando elas adentrarem no apartamento”, explicou Monteiro.

Assim que chegavam à porta do apartamento, o único trabalho das jovens era arrombar a porta do imóvel.

Para saber se não havia ninguém em casa, as jovens usavam o interfone do apartamento, batiam à porta e como não havia resposta, invadiam o imóvel.

No dia em que furtaram o apartamento na Praia a Costa, Carolina e Maria Luyza entraram no imóvel e saíram vestindo roupas diferentes. Elas saíram com malas, onde estavam os itens furtados.

Quando saíram do prédio, as duas foram recebidas por Joel, que estava em um carro preparado para a fuga.

Prisão do grupo

Após o crime, a Polícia Civil conseguiu identificar o carro utilizado pela quadrilha. Desta forma, também encontraram a pousada em que o bando ficou hospedado, em Manoel Plaza, na Serra.

Eles ficaram hospedados por apenas uma noite e voltaram para São Paulo. Mas os policiais foram até a pousada e conversaram com o proprietário. Joel havia deixado um documento e um número de telefone.

Com o contato em mãos, os policiais conseguiram rastrear a quem pertencia aquele número. A dona seria Rayssa. Desta forma, a polícia pôde informar ao Deic de São Paulo quem eram os criminosos.

De acordo com o delegado Gabriel Monteiro, no celular de Rayssa foram encontradas diversas fotos de crimes cometidos em outros estados, como Paraná, Bahia e São Paulo. Dentre as imagens, estavam fotos do furto de Vila Velha.

“Essa Rayssa tem uma extensa ficha criminal, especializada nesse tipo de crime. No celular dela, o Deic de São Paulo encontrou fotos de diversos furtos em vários estados, inclusive o de Vila velha”, disse.

Outros crimes investigados no ES

Além dos quatro presos, a Polícia Civil do Espírito Santo investiga outros dois crimes que podem estar ligados à quadrilha no Estado.

Um deles aconteceu em Praia de Itaparica, onde foram levados R$ 400 mil em dinheiro e joias. Outro crime semelhante é investigado em Vitória.

*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória


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