AGU amplia auxílio-saúde até para cunhados dos advogados
A Advocacia-Geral da União (AGU) e seus membros receberam nas últimas semanas um pacote de bondades que abarca ampliação do auxílio-saúde, permissão para exercer advocacia privada e até autonomia orçamentária.
O auxílio-saúde expandido foi concedido pela Conselho Curador dos Honorários Advocatícios (CCHA), uma instituição privada responsável por gerir os recursos devidos aos membros da AGU a título de honorários de sucumbência (valores pagos pela parte perdedora de um processo judicial ao advogado da parte vencedora).
A nova regra permite a inclusão de despesas com academia e práticas esportivas, inclusive de “parentes por afinidade” – o que inclui cunhados, sogros, noras e genros. Procurado, o CCHA não se manifestou.
“O CCHA informa aos membros a inclusão de novas despesas elegíveis ao auxílio-saúde: academia, atividades físicas e práticas esportivas; medicamentos prescritos, inclusive sem uso contínuo; despesas com parentes por afinidade; e fertilização in vitro. A medida amplia a cobertura e reforça o compromisso com o cuidado, a saúde e o bem-estar dos beneficiários”, diz o comunicado emitido pelo órgão.
Em 2024, o CCHA criou o auxílio-saúde para os advogados públicos vinculados à AGU com valores fixos de R$ 3 mil para ativos e R$ 3,5 mil para aposentados.
Um ano depois, em setembro de 2025, o órgão alterou a regra e definiu que o benefício seria pago via ressarcimento, e não mais em valores fixos. A mudança permitiu que o ressarcimento mensal fosse de até 10% do teto do funcionalismo público. O porcentual representa, hoje, R$ 4.636,62.
CCJ da Câmara dá pareceres favoráveis a AGU e seus membros
Nesta semana, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou os pareces de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei que, respectivamente, garante autonomia administrativa, técnica e orçamentária para a AGU, e permite que os advogados públicos exerçam advocacia privada. Além da AGU, a autonomia também contemplará as Procuradorias-Gerais dos Estados.
Os dois projetos ainda dependem de análise no plenário da Câmara e posterior aprovação do Senado. Caso a advocacia privada seja aprovada, os advogados públicos poderão atuar simultaneamente em processos de interesse da União e em escritórios de advocacia que defendem clientes privados.
Como muitos advogados públicos possuem direito a home office (trabalho em casa), é possível que eles possam dar expediente nos escritórios da advocacia sem que a atividade se choque com as suas funções na AGU ou nas procuradorias.
Em relação à autonomia, a PEC estabelece que, uma vez aprovada, o Poder Executivo terá de repassar mensalmente à AGU uma fatia fixa de seu orçamento anual. Essa medida visa restringir parte da influência que o governo federal exerce sobre a pasta.
A justificativa do projeto é que é necessário evitar o contingenciamento de verbas a fim de garantir que os procuradores tenham recursos necessários para custear suas atividades sem depender de autorizações políticas eventuais.
Descubra mais sobre Pauta Capixaba
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

