polícia revela motivo da morte de manobrista
O manobrista de ônibus, Clóvis Brás Júnior, de 34 anos, assassinado a tiros em junho do ano passado, foi morto por ciúmes, é o que aponta a investigação da Polícia Civil. O caso ganhou grande repercussão na época porque os motoristas de ônibus fizeram uma paralisação em protesto a morte da vítima no dia seguinte, pegando os passageiros de surpresa.
Clóvis foi assassinado a tiros por Jackson Santana Medeiros, de 39 anos, que trabalhava na mesma empresa da vítima – Santa Zita -, como motorista.
Jackson vivia um relacionamento com duas mulheres. Os três viviam juntos em uma casa. Uma das mulheres, que trabalhava na mesma empresa que o suspeito e a vítima, passou a se envolver com Clóvis.
A mulher teria engravidado do motorista e, ao saber da gravidez, contou a Jackson que deixaria a casa em que vivia com ele para morar com Clóvis. O suspeito não teria aceitado a situação e decidiu matar o manobrista.
Assassinado com 16 tiros na empresa de ônibus
No dia do assassinato, Jackson teria pedido um atestado médico para faltar ao trabalho. Ele foi ao local e esperou até que Clóvis chegasse para trabalhar.

Segundo a Polícia Civil, a vítima foi baleada quando ainda estava dentro do carro, no estacionamento da empresa. Clóvis tentou fugir, mas foi alvejado, pelo menos, 16 vezes pelo suspeito.
Jackson foi preso no dia 14 de abril, cerca de 10 meses após o crime. Ele estava trabalhando no Terminal de Jacaraípe, na Serra. Ele foi avisado por um fiscal de pista de que policiais estavam à sua procura. O suspeito não resistiu à prisão.
O advogado que representa a família de Clóvis, Gelianderson Siqueira, afirma que familiares da vítima esperam que o caso seja resolvido o mais rápido possível.
“Desde o início estamos acompanhando o caso de forma próxima, ao lado da família, adotando todas as medidas jurídicas necessárias para que os fatos sejam esclarecidos. Nesse momento, o caso segue em segredo de Justiça. A família acredita no trabalho da Justiça e que todos os envolvidos sejam responsabilizados”, afirmou.
A equipe da TV Vitória tentou localizar a defesa do suspeito. O espaço segue aberto para manifestação.
*Com informações da repórter Luciana Leicht, da TV Vitória/Record
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