Ossada encontrada no Romão e pode ser de engenheira desaparecida em Vitória
Uma ossada foi encontrada em uma área de mata no bairro Romão, em Vitória, na manhã desta quarta-feira (21), e pode estar relacionada ao desaparecimento da engenheira Vitória Espindola de Souza, de 28 anos. A identificação depende de exames periciais.
Segundo a Polícia Civil, equipes também encontraram um chinelo, uma camiseta e um short no local. A perícia vai verificar se os restos mortais são humanos e se as roupas ou outros materiais apresentam vestígios genéticos que possam ajudar na identificação.
Vitória, que era natural de Mato Grosso do Sul, morava no Morro do Romão, em Vitória, quando desapareceu. A Polícia Civil passou a investigar o caso como homicídio após receber denúncias de que ela teria sido morta a mando de um chefe da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Engenheira teria se envolvido com homem ligado ao tráfico
Em coletiva de imprensa realizada no dia 8 deste mês, a delegada do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), Gabriela Enne informou que Vitória se mudou para o Espírito Santo após uma decepção amorosa e conheceu um homem com envolvimento no tráfico de drogas.
“Ela veio do Mato Grosso do Sul e conheceu um rapaz que tinha envolvimento com o tráfico de drogas”, relatou a delegada Gabriela.
Segundo Gabriela, as forças de segurança realizaram diversas buscas para tentar localizar o corpo da engenheira no Morro do Romão, mas não tiveram sucesso. As equipes contaram com cães farejadores e apoio do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).
Diversas operações foram feitas no Romão em busca desse corpo, porém não logramos êxito. A Polícia Civil e a Militar foram diversas vezes, inclusive com a ajuda de cães. Usamos o Notaer para fazer essa operação no local, porém a área ali é muito extensa.
Gabriela Enne
Grupo imporia regras aos moradores
A delegada também relatou que a investigação identificou a atuação de um grupo criminoso que impõe normas de comportamento aos moradores da região. Segundo ela, o descumprimento dessas regras pode resultar em ameaças ou outras consequências impostas pelos integrantes do grupo.
Conseguimos apurar que existe um grupo dentro do Romão que insere os próprios moradores e impõe normas, regras e comportamentos. Se essas regras forem desrespeitadas, ele mesmo avisa que vão sofrer consequências.
Gabriela Enne, do DEHPP.
Segundo a investigação, os suspeitos de envolvimento na morte da engenheira teriam fugido para o Rio de Janeiro. A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados.
O Morro do Romão, o Forte São João e a região conhecida como Cruzamento, em Vitória, foram alvos de uma operação policial na quarta-feira (7).
A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais para verificar se a ossada encontrada nesta quarta-feira pertence à engenheira desaparecida.
*Com informações da repórter Luciana Leitch, da TV Vitória/Record
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