Ex-secretária acusada de envenenar médico em Vitória vai a júri na próxima semana
Bruna Garcia Barbosa Marinho, acusada de envenenar o cardiologista capixaba Vitor Murad, de 90 anos, vai a júri popular no Fórum Criminal de Vitória, na próxima segunda-feira (26).
Ela responde pelo crime de tentativa de homicídio qualificado: cometido por motivo torpe, com emprego de veneno, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, para assegurar a impunidade ou vantagem de outro crime e contra pessoa idosa.
À época do caso, Bruna trabalhava como secretária da vítima e negou qualquer participação no crime.
Segundo ela, a compra do óxido de arsênio, substância apontada nas investigações como possível agente do envenenamento, teria sido feita a pedido da esposa do médico, o que foi prontamente negado pelo advogado da vítima.
Investigação aponta desvio de dinheiro
Além da suspeita de envenenamento, as investigações indicam que Bruna teria desviado mais de R$ 500 mil ao longo de cerca de 12 anos enquanto trabalhava no consultório.
De acordo com o inquérito, a ex-secretária tinha acesso às finanças do médico, que não costumava utilizar ferramentas digitais, como transferências eletrônicas. O dinheiro, segundo os investigadores, teria sido usado para custear viagens internacionais e hospedagens em hotéis de alto padrão.
Substância foi encontrada dentro da clínica
O óxido de arsênio, substância apontada como possível causa do envenenamento, foi localizado em uma sala da clínica onde Bruna trabalhava. O produto tem uso industrial e medicinal, mas pode provocar graves efeitos à saúde quando ingerido ou inalado.
A vítima passou a apresentar dores intensas no estômago, anemia, fraqueza, agravamento dos sintomas de Parkinson e vômitos com sangue. As complicações de saúde a levaram a fechar a clínica, que mantinha havia mais de 30 anos.
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