Netflix mostra a conquista do tetra da Seleção em 1994

Mais de 20 anos sem vencer, uma Copa nos Estados Unidos e uma geração questionada. A Seleção Brasileira atual tem muito em comum com a Seleção de 1994, que apostou em um ingrediente para vencer o tetra naquele ano: a união verdadeira do grupo.

E é isso que o documentário “Tetra: Acreditar de novo”, da Netflix, traz. Os bastidores da conquista de uma visão diferente, dos protagonistas, com somente o objetivo de fazer a taça voltar ao Brasil. O documentário estreia no dia 7 de junho.

Com depoimentos de craques como Dunga e de adversários que marcaram a trajetória da Seleção até a final contra a Itália, a obra mostra as dificuldades, as comemorações e a vontade dos jogadores de conquistar o mundo.

A narrativa baseia-se, principalmente, em gravações feitas pelo goleiro Gilmar, que mostravam os vestiários, as preleções e aquilo que nem a mídia na época e nem os torcedores tinham acesso.

Eu tenho oito horas de gravação. Imagina o que tem de coisa! Aqui tem a história toda contada em detalhes. Eram outras épocas, né? Comecei a registrar e a gente fez um arquivo maravilhoso de tudo que aconteceu. Eu tive uma ideia: e se a gente mostrasse o que ninguém nunca viu pelo lado de dentro, da intimidade, do vestiário, da sua projeção, dos momentos bons e ruins, tudo”

Gilmar, ex-goleiro da Seleção

Da descontração no ônibus à cobrança por resultados, o documentário conta as curiosidades dos três meses em que os jogadores ficaram juntos.

Diretor da produção, Luiz Ara conta que as semelhanças com a atualidade tiveram um papel fundamental na obra, mas a real decisão de contar sobre essa conquista veio a partir de uma narrativa já cinematográfica.

“A verdade é que sim, isso era importante, as semelhanças, anos sem ganhar, ou a Copa do Mundo de novo nos Estados Unidos. Mas a motivação real de contar essa história tem mais que ver com o que acho que a história tem uma estrutura muito similar a um filme, já na realidade, que eles vinham de uma Copa do Mundo da Itália em 90, onde eles haviam sido massacrados, tem um cara que é o Dunga, que havia sido principalmente o cara mais massacrado dessa geração, que vai de novo para a Copa de 94, vira esse molde do capitão da Seleção, no meio da Copa ele começa a ser capitão, e ele leva o Brasil até a conquista da Copa do Mundo, e para mim isso já era um show. Tentar compreender como havia sido esse caminho de gerir uma geração totalmente desacreditada, até ser campeão do Copa do Mundo”, conta Luiz Ara.

O diretor ainda mostra que os detalhes marcantes dessa geração, que são reproduzidos e lembrados até os dias atuais, geraram curiosidade e vontade de pesquisar os motivos por trás.

“Eu nasci no ano de 1979, então eu tinha 14 anos. Eu lembro muito daquela comemoração do Bebeto, eu lembrava muito do Romário, eu lembrava muito daquele fato que eles ingressaram ao campo de mãos dadas. Então eu queria entender tudo isso, porque era tudo isso. Acho que é uma história que tinha muitos elementos, muito interessantes, tinha muitos detalhes, onde eu queria pesquisar um pouco mais”.

Elenco com personagens do tetra

Questionado sobre o elenco que conseguiu reunir para o documentário, ele parabeniza, entusiasmado, a produção por juntar tantos craques e, principalmente, aqueles que tinham sido derrotados pela Seleção Brasileira.

Estão lá Romário, Bebeto, Raí, Dunga e outros nomes que se tornaram tetracampeões do mundo em 1994.

“Nossa equipe de produção foi de primeiro nível, porque não é fácil conseguir estrelas como tem no documentário do Tetra. Tem Dunga, Romário, Bebeto, Raí, Roger, Jorginho, todos os caras da equipe do Brasil, mas também tem os caras de Camarões, da Suécia, dos Estados Unidos e tem os caras da Itália, que respondendo à sua pergunta acho que eram os mais difíceis, porque ninguém gosta de falar das derrotas. Tinha um peso importante na história e acho que dá muito valor para o documentário”, completa o diretor.



FONTE: Folha Vitória


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