MPES pede suspensão de policiais após morte de mulheres
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) se manifestou favoravelmente à suspensão de policiais militares que testemunharam o assassinato de Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha, no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica.
A medida pede o afastamento dos soldados Edson Luiz da Silva Verona, Felipe Gonçalves Vieira e Lucas Nogueira Oliveira. Além dos cabos Felipe Gonçalves Vieira e Hilario Antunes Nunes Loureiro. O MPES também requer a suspensão do terceiro sargento Valfril do Carmo Carreiro.
Os policiais acompanhavam o cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale, que atirou e matou as duas mulheres.
Todos os seis já haviam sido afastados de funções de rua tiveram suas armas apreendidas após o caso, que apura uma possível omissão dos policiais, por terem presenciado o caso sem tomar providências esperadas no exercício da função .
O MPES entendeu, no entanto, que o afastamento não seria o suficiente. De acordo com o órgão, a permanência dos policiais em atividade pode comprometer as investigações do caso.
“A Corregedoria da PMES apontou que a permanência dos investigados em atividade pode comprometer a regularidade das investigações e representar risco à ordem pública, destacando que as medidas possuem caráter preventivo e temporário”, informou o MPES.
O MPES pediu ainda a suspensão do porte de arma funcional dos investigados, assim como de armas particulares e comunicação à autoridade competente.
Diante disso, o Ministério Público manifestou-se pelo afastamento cautelar dos investigados de suas funções, pela suspensão do porte de arma funcional, com recolhimento do armamento institucional, e pela suspensão do porte de arma de fogo particular, com comunicação à autoridade competente.
Presidente da Aspra discorda de posicionamento do MPES
Jackson Eugênio Silote, presidente da Associação das Praças Maior Associação da Segurança Pública do Espírito Santo (Aspra-ES), discordou do parecer favorável do MPES à suspensão dos policiais.
“Nossa instituição vai permanecer vigilante para que não tenhamos aqui nenhuma injustiça contra nossos militares, inocentes, que não cometerem nenhum tipo de crime, que agiram dentro da legislação com a condução e prisão do militar acusado de matar as mulheres em Cariacica”, disse.
*Com informações da repórter Luciana Leicht, da TV Vitória/Record
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