Moraes autoriza Bolsonaro a realizar nova cirurgia nesta sexta


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou nesta quinta-feira (30) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realize uma nova cirurgia. O procedimento será feito no ombro direito.

Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde março, está liberado para dar entrada no hospital a partir desta sexta-feira (01). A intervenção cirúrgica será de reparação do manguito rotador e lesões associadas no ombro. A cirurgia utiliza câmeras e não é invasiva.

A autorização de Moraes veio após o parecer favorável emitido pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que ressalta existirem exames e relatório fisioterapêutico que indicam a realização do procedimento cirúrgico requerido pela defesa do ex-presidente.

Por isso, o ministro não vê impedimento na saída de Bolsonaro da prisão domiciliar até o hospital para realizar o procedimento.

Os advogados pediram autorização para que o procedimento cirúrgico fosse realizada na última sexta-feira (24) ou sábado (25). Mas a decisão de Moraes só foi publicada nesta segunda-feira (27).

Ex-presidente sofre com dores persistentes no ombro

De acordo com laudo médico apresentado ao STF e com a petição dos advogados, Bolsonaro enfrenta dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. As dores se intensificam durante a noite.

Segundo o pedido, exames apontaram lesões de alto grau no manguito rotador, além de comprometimentos associados, o que levou à indicação de cirurgia por especialista.

Foi formalmente indicado procedimento cirúrgico para reparação do manguito rotador do ombro direito e das lesões associadas, por via artroscópica”

Escreveu a defesa no pedido

Ainda de acordo com o texto, a intervenção não decorre de “mera conveniência pessoal”, mas “de necessidade terapêutica concreta, fundada em avaliação técnica especializada.”

Os advogados alegam que a manutenção do quadro clínico atual “implica restrição ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento prescrito.”

“Busca-se viabilizar tratamento médico necessário […], com o objetivo de preservar a integridade física, a funcionalidade do membro acometido, a qualidade de vida e a dignidade do requerente”, complementa o pedido de autorização.

Em prisão domiciliar desde então, Bolsonaro teria apresentado, além de dor intensa, limitação de movimento – com elevação do braço restrita a 90 graus –, perda de força e assimetria postural “caracterizada por inferiorização do ombro direito em relação ao esquerdo”, afirma o fisioterapeuta.

*Com informações do Metrópoles



FONTE: Folha Vitória


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