Mensagens de menina vítima de estupro aos tios levam padrasto à prisão no ES
Mensagens de texto enviadas por uma menina de 11 anos a um tio levaram um servente de pedreiro, de 32 anos, para a prisão.
O homem é suspeito de estuprar e ameaçar a menina, que é enteada dele. Os dois moravam na mesma casa, na Serra.
Nas mensagens, a menina revela ter medo do suspeito “Tenho medo de ele fazer algo comigo”, disse em uma das conversas. Em outro momento, ela afirma que o homem teria tirado a virgindade dela.
Segundo o delegado Júlio César Cortina, que investiga o caso, foram os próprios tios da menina que levaram as mensagens à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

“A DPCA foi procurada por dois familiares da vítima, um tio e uma tia de consideração, os quais chegaram na delegacia desesperados dizendo que receberam mensagens de texto da própria vítima pedindo socorro, a partir do momento que ela diz que havia acabado de ser abusada nos dias anteriores pelo padrasto”, relatou.
Durante a investigação, a vítima passou por exames de corpo e delito que comprovaram os abusos.
De acordo com o delegado, o último abuso havia acontecido poucas horas antes de a vítima ser acolhida na unidade.
A vítima foi acolhida pela unidade psicossocial da DPCA, que confirmou e revelou os abusos. Inclusive, o último abuso havia ocorrido há poucas horas. Foi constatado pelo perito que a vítima não era mais virgem
Júlio César Cortina, delegado
Os policiais localizaram o investigado no local de trabalho, em Vitória, e o levaram para a delegacia. Após a análise dos elementos reunidos, ele foi autuado em flagrante por violência sexual e ameaça, segundo a Polícia Civil.
Durante o interrogatório, o homem negou as acusações. Os crimes investigados teriam ocorrido na Serra.
Registro anterior
Em depoimento, a mãe da menina afirmou que não sabia dos crimes cometidos contra a filha. No entanto, as investigações identificaram um boletim de ocorrência registrado por ela em 2020 contra o mesmo homem, por outro suposto abuso sexual contra a criança.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a mulher, de 28 anos, não mencionou o registro anterior ao prestar declaração. Ela responde em liberdade e cuida de outros três filhos que teve com o investigado, enquanto a menina está sob os cuidados dos tios.
“Quando ela foi prestar declaração na unidade policial, ela simplesmente afirmou que tomou conhecimento dos fatos naquele dia, mas foi constatado que ela mesma havia registrado esse fato em 2020”, disse o delegado.
O delegado destacou a necessidade de familiares, escolas, vizinhos e amigos comunicarem casos suspeitos às autoridades. Segundo ele, a denúncia permite que a polícia adote medidas para impedir que crianças continuem em situação de violência.
*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record
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