Lenovo anuncia 1º notebook com tela OLED ‘impressa’ do mundo
A Lenovo anunciou o primeiro notebook do mundo que utiliza uma tela OLED com tecnologia Inkjet-Printed (IJP), o Lenovo Legion R9000P. Essa é uma nova forma de desenvolver painéis OLED, caros e complexos de produzir e que pode facilitar a chegada de mais produtos com esse tipo de tela ao mercado global e com preços mais acolhedores.
Em vez do método tradicional de evaporação térmica a vácuo (VTE), o IJP literalmente imprime os materiais orgânicos do display na base da tela. Isso significa que o método desse recurso é um pouco parecido com a técnica de uma impressora a jato de tinta padrão, usada no cotidiano.
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O painel citado é desenvolvido pela TCL CSOT desde 2024 e agora parece ter atingido um novo nível de maturidade. O tamanho é de 16 polegadas e com uma incrível taxa de atualização de 240 Hz. Por estar sob a tutela da marca Legion, esse é um notebook com foco no público gamer e por isso tem toda essa velocidade.
Agora, o que mais chama a atenção é a profundidade de cores do Lenovo Legion R9000P com sua tela IJP. É dito que o modelo alcança 99% de cobertura da gama cores DCI-P3, que embora não seja nada inédito em uma tela OLED, surpreende por trazer o que deve ser uma boa qualidade de imagem.
Por que o IJP OLED pode ser vantajoso?
O grande diferencial das telas OLED por meio do processo Inkjet-Printed tem relação com a redução de custos. Aquele método de evaporação térmica a vácuo exige um maquinário complexo, caro e um sistema de mascaramento metálico para depositar os materiais na base. Em outras palavras, gasta-se muito dinheiro.
Uma das expectativas da TCL em 2024 era que essa forma de impressão reduzisse os custos de fabricação em até 20% a 30%. Tecnicamente, um movimento assim forçaria uma queda de preços no setor e obrigaria as grandes rivais do segmento, como Samsung e LG, a adotarem estratégias similares.
No quesito técnico, um OLED assim pode reduzir o problema de borrões nas imagens, visto que a impressão cria arranjos de RGB para conferir mais nitidez em textos, por exemplo. Outro ponto crucial em notebooks é a oferta de níveis mais consistentes de brilho, além de um consumo energético menor.
Por outro lado, telas IJP ainda engatinham na questão do brilho quanto aos picos máximos na utilização. Displays assim devem oferecer máxima de 400 nits, o que não é tão indicado para assistir filmes e conteúdos. Aliás, essa tecnologia funciona bem em telas médias, como notebooks e pequenos monitores, mas em displays muito pequenos isso ainda é um desafio técnico.
Apesar dos custos de fabricação reduzidos, os primeiros notebooks com tela Inkjet-Printed possivelmente vão chegar mais caros ao mercado. É uma questão de tempo até a adaptação dessa tecnologia, mas que pode ser muito útil em breve, principalmente em épocas de crise de chips que encarecem os produtos.
Por falar em notebook Lenovo, nós analisamos um Legion 5 com tela OLED e RTX 5060, que se destaca por esse display e não tanto pela performance. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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