Laudo: joias de Deolane têm materiais fora do padrão da alta joalheria
Um laudo da Polícia Técnico-Científica de São Paulo trouxe detalhes das joias e relógios apreendidos de Deolane Bezerra e reacendeu o debate sobre o luxo que a influenciadora e advogada exibia nas redes. O documento descreve os materiais de cada peça, mas, segundo os portais que tiveram acesso a ele, não afirma que as joias sejam falsas.
A informação foi divulgada na quinta-feira (15), por Leo Dias.
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O QUE O LAUDO APONTA
De acordo com a reportagem, entre as peças analisadas estão:
- Relógio semelhante a modelos da Cartier (55,19 g): pedras incolores compatíveis com diamantes e metal indicativo de ouro 18 quilates.
- Piercing (0,52 g): pedras compatíveis com zircônia cúbica e metal formado principalmente por liga de titânio, longe do padrão tradicional da joalheria fina.
- Anel (6,87 g): pedras incolores compatíveis com diamantes, uma pedra azul compatível com turmalina Paraíba e ouro 18 quilates.
- Outro relógio: visualmente parecido com o Audemars Piguet Royal Oak Chronograph. A semelhança, ressalta o texto, não confirma autenticidade.
As peças ficaram sob a guarda da Caixa Econômica Federal antes dos exames, foram enviadas em embalagem lacrada aos peritos e depois devolvidas à autoridade que pediu a análise.
O QUE O LAUDO NÃO DIZ
O ponto central é o cuidado com a conclusão. Materiais diferentes do padrão da joalheria fina, por si só, não provam que uma peça é falsa nem que foi apresentada de forma fraudulenta. O ouro 18 quilates, por exemplo, contém 75% de ouro puro e outros metais, e as pedras descritas como “compatíveis” ainda dependem de exames complementares para confirmação.
Outro portal, o Clube FM, descreveu um relatório preliminar de 85 páginas, com 59 itens, entre 19 relógios e 39 peças como braceletes, cordões e anéis. Segundo essa versão, boa parte das peças teria ouro de 14 ou 16 quilates, e poucas teriam procedência confirmada. Os resultados, de acordo com o veículo, são preliminares.
O CONTEXTO
Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio, no âmbito da Operação Vérnix, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A defesa nega as acusações e afirma que os valores recebidos vêm da atuação dela como advogada. Em junho, a delegada Maria Corsato, que conduziu uma investigação de 2022 sobre divulgação de plataforma de apostas, afirmou em podcast que as joias e relógios apreendidos na época “eram tudo falso”. Naquele caso, Deolane acusou a delegada de perseguição, e o procedimento foi arquivado em 2024.
A reportagem não traz posicionamento da defesa sobre o laudo.
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