João Gomes cancela shows após diagnóstico de influenza; entenda por que gripe exige atenção
João Gomes cancelou os shows que faria neste fim de semana após receber o diagnóstico de influenza. Por recomendação médica, o cantor precisará permanecer em repouso e interromper temporariamente apresentações, ensaios e outros compromissos presenciais.
As apresentações estavam marcadas para esta sexta-feira (24), em Salgueiro, Pernambuco, e sábado (25), em Riachão do Jacuípe, na Bahia. O caso aumentou as buscas pelo nome do artista e despertou dúvidas sobre os sintomas e os riscos da doença.
Como está João Gomes?
A equipe de João Gomes informou que o diagnóstico foi confirmado após avaliação médica. O cantor foi orientado a manter hidratação adequada, seguir o tratamento prescrito e suspender as atividades profissionais temporariamente.
A volta aos compromissos dependerá da evolução clínica. Segundo o comunicado, a retomada deve ocorrer apenas após melhora significativa, pelo menos 48 horas depois do desaparecimento da febre e mediante nova avaliação médica.
Não foram divulgados outros detalhes sobre os sintomas apresentados pelo artista ou sobre os medicamentos indicados durante o atendimento.
Antes do anúncio dos cancelamentos, João Gomes publicou um vídeo em ambiente hospitalar ao lado da mulher, Ary Mirelle. A equipe não informou uma nova data para as apresentações canceladas.
Influenza é diferente de gripe?
Influenza é o nome do grupo de vírus responsável pela gripe. Portanto, influenza e gripe não são doenças diferentes.
A confusão ocorre porque a palavra “gripe” é frequentemente utilizada para descrever qualquer quadro com coriza, tosse ou dor de garganta. Muitos desses episódios, porém, são resfriados ou infecções provocadas por outros vírus respiratórios.
De acordo com o Ministério da Saúde, a gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório com grande potencial de transmissão.
Existem quatro tipos de vírus influenza: A, B, C e D. Os tipos A e B são os principais responsáveis pelas epidemias sazonais em humanos. Entre os subtipos do influenza A que circulam de forma sazonal estão o A(H1N1)pdm09 e o A(H3N2).
Receber um diagnóstico de influenza não significa automaticamente que o paciente esteja com H1N1. A identificação do tipo ou subtipo depende dos exames realizados e das informações divulgadas pela equipe médica.
Quais são os sintomas da influenza?
Uma das características da gripe é o início geralmente repentino. A pessoa pode estar realizando as atividades habituais e, em poucas horas, apresentar febre, indisposição e dores pelo corpo.
Os sintomas mais comuns são:
- febre;
- tosse;
- dor de garganta;
- dor de cabeça;
- dor muscular e nas articulações;
- calafrios;
- cansaço e prostração;
- secreção nasal.
Algumas pessoas também podem apresentar diarreia, vômito, fadiga intensa e olhos avermelhados ou lacrimejantes. A intensidade varia conforme a idade, as condições de saúde e a resposta do organismo.
Crianças podem desenvolver febre mais alta e apresentar sintomas gastrointestinais. Em idosos, a temperatura nem sempre atinge níveis elevados, mesmo quando há infecção.
Qual é a diferença entre gripe e resfriado?
Gripe e resfriado podem provocar tosse, dor de garganta e coriza, mas não são causados necessariamente pelos mesmos vírus.
O resfriado costuma apresentar evolução mais branda, com sintomas concentrados no nariz e na garganta. Coriza, espirros e congestão nasal aparecem com frequência.
Na influenza, o quadro tende a começar de maneira mais abrupta. Febre, dores musculares, dor de cabeça e cansaço intenso costumam ser mais marcantes.
Essa comparação não permite fechar um diagnóstico em casa. Covid-19 e outras infecções respiratórias também podem apresentar sintomas semelhantes. A confirmação pode exigir avaliação clínica e exames, principalmente quando há fatores de risco ou sinais de agravamento.
Como ocorre a transmissão da gripe?
O vírus pode ser transmitido quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, liberando partículas respiratórias no ambiente. O contato próximo facilita a disseminação.
Também pode ocorrer transmissão após o contato das mãos com secreções ou superfícies contaminadas, seguido do toque nos olhos, no nariz ou na boca.
Ambientes fechados, pouco ventilados e com muitas pessoas aumentam as oportunidades de transmissão. Por isso, shows, transportes coletivos, escolas e locais de trabalho exigem atenção quando há circulação intensa de vírus respiratórios.
O Ministério da Saúde informa que pessoas com sintomas devem evitar sair de casa durante o período de transmissão, que pode se estender por até sete dias após o início dos sinais.
A orientação geral é manter o afastamento de trabalho, escola e outras atividades por pelo menos 24 horas após o fim da febre, sem o uso de antitérmicos. No caso de João Gomes, a equipe médica estabeleceu um intervalo maior, de pelo menos 48 horas, além de exigir uma nova avaliação.
Quando a influenza pode ficar grave?
A maioria das pessoas se recupera, mas a influenza pode provocar complicações. A mais preocupante é a pneumonia, responsável por parte das internações associadas à doença.
Também podem ocorrer desidratação, sinusite, otite e piora de doenças preexistentes. O risco é maior entre:
- crianças menores de 5 anos, principalmente menores de 2;
- pessoas com 60 anos ou mais;
- gestantes e mulheres no período após o parto;
- pessoas com asma e outras doenças pulmonares;
- pacientes com doenças cardiovasculares, renais ou hepáticas;
- pessoas com diabetes;
- pacientes imunossuprimidos;
- pessoas com obesidade grave.
Pertencer a um desses grupos não significa que o quadro necessariamente será grave, mas reforça a necessidade de avaliação médica logo no início dos sintomas.
Quais sinais exigem atendimento médico?
Dificuldade para respirar e desconforto respiratório são sinais de gravidade descritos nas orientações do Ministério da Saúde. A piora de uma doença preexistente também exige atenção.
O atendimento deve ser procurado diante de sintomas como:
- falta de ar ou dificuldade para respirar;
- dor ou pressão no peito;
- lábios ou extremidades arroxeados;
- confusão ou sonolência excessiva;
- vômitos persistentes e sinais de desidratação;
- febre que persiste ou retorna após uma melhora;
- agravamento rápido do estado geral.
Crianças que recusam líquidos ou alimentos, apresentam respiração acelerada ou ficam excessivamente sonolentas também precisam ser avaliadas.
Como é feito o tratamento da influenza?
O tratamento varia conforme os sintomas, a gravidade e as condições de saúde do paciente. Repouso e hidratação costumam fazer parte das orientações, mas medicamentos devem ser utilizados somente com recomendação profissional.
O Ministério da Saúde indica o antiviral fosfato de oseltamivir para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e para pessoas com síndrome gripal que apresentam fatores de risco para complicações.
Quando indicado, o tratamento antiviral deve começar preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Isso não significa que todas as pessoas com gripe precisam tomar o medicamento.
Antibióticos não combatem o vírus influenza e só devem ser prescritos quando há suspeita ou confirmação de uma infecção bacteriana associada. A automedicação pode mascarar sintomas, provocar efeitos adversos e atrasar a procura por atendimento.
Vacina ajuda a evitar casos graves
A vacinação anual é apontada pelo Ministério da Saúde como a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações.
A composição da vacina é atualizada porque os vírus influenza sofrem mudanças. A dose oferecida pelo Sistema Único de Saúde protege contra os principais tipos com maior circulação prevista para o período.
Mesmo vacinada, uma pessoa ainda pode contrair influenza, mas a imunização reduz o risco de quadros graves, hospitalizações e mortes.
Além da vacina, medidas como lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir, não compartilhar objetos pessoais e manter os ambientes ventilados ajudam a diminuir a transmissão. Pessoas com sintomas devem evitar contato próximo, especialmente com idosos, bebês, gestantes e pacientes com doenças crônicas.
Descubra mais sobre Pauta Capixaba
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


