Após enterrar companheira, suspeito seguiu rotina normal durante 20 dias dentro de casa, afirma delegado
O homem suspeito de matar a companheira, Monique de Oliveira Fernandes, em São José do Calçado, continuou vivendo normalmente dentro da própria casa por cerca de 20 dias após enterrar o corpo da vítima em um quarto do imóvel, segundo o delegado responsável pela investigação.
A polícia chegou até o corpo após levantar suspeitas sobre uma obra feita pelo investigado durante o período em que Monique estava desaparecida. A reforma na residência foi um dos elementos que chamou a atenção dos investigadores e mudou o rumo da apuração.
Em entrevista à jornalista Gabriela Menezes, da TV Vitória/Record, o delegado titular da Delegacia de Polícia (DP) de São José do Calçado, Messias Sirtuli, afirmou que o homem manteve a rotina no imóvel mesmo após a morte da companheira.
Durante esses 20 dias, ele continuou morando normalmente em casa, dormindo, fazendo as refeições. Ele seguiu a vida normal dentro da casa onde Monique estava enterrada.
Delegado Messias Sirtuli
O desaparecimento de Monique foi registrado pela mãe da vítima no dia 7 de julho. Segundo o delegado, inicialmente o homem afirmou que a companheira havia saído de casa e levado as duas filhas.
Informação sobre reforma acendeu um alerta para a polícia
Durante as buscas, a Polícia Civil realizou diligências em hospitais, clínicas e departamentos médico-legais da região, mas não encontrou informações sobre o paradeiro da mulher. Foi nesse período que os investigadores receberam a informação de que o suspeito estaria fazendo uma obra na residência onde morava com Monique.
Isso nos acendeu um alerta, pois ele estava com a companheira desaparecida e fazendo uma obra dentro de casa.
Delegado Messias Sirtuli
O suspeito foi chamado novamente para prestar depoimento e, segundo a polícia, manteve a versão de que Monique havia desaparecido. Com o avanço da investigação, porém, ele compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e confessou o crime.
O homem foi preso inicialmente em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, já que, segundo o delegado, a ocultação ainda estava em andamento quando a polícia localizou o corpo. Ele também responderá por feminicídio.
Crime aconteceu após briga
De acordo com a versão apresentada pelo suspeito, a morte teria ocorrido após uma briga entre o casal. Ele afirmou que Monique teria avançado contra ele com uma faca e que teria usado um objeto de madeira para golpeá-la.
O delegado informou que, até o momento, a investigação não encontrou elementos que indiquem premeditação do crime. A Polícia Civil aguarda os laudos da Polícia Científica para esclarecer detalhes sobre a morte da vítima e concluir o inquérito.
Apesar de não haver registros anteriores de boletins de ocorrência ou pedidos de medida protetiva envolvendo o casal, o delegado afirmou que vizinhos e pessoas próximas relataram que as brigas entre os dois eram frequentes.
*Com informações da jornalista Gabriela Menezes, da TV Vitória/Record.
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