Grávida carbonizada: ex-marido preso registrou na polícia sumiço da vítima antes da descoberta do corpo
O ex-marido de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, grávida assassinada, registrou um boletim de ocorrência on-line sobre o desaparecimento da vítima antes de a Polícia Civil encontrar o corpo esquartejado e queimado em uma área rural de Cachoeiro de Itapemirim.
Diego Marques Alves e a atual noiva, Giovana Maria Vieira, foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e encaminhados ao sistema prisional. Diante da situação, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária de ambos no âmbito da investigação por suspeita de feminicídio e aborto.
Segundo informações, Diego afirmou não saber onde a ex-mulher estava e disse que cuidava da atual noiva, Giovana Maria Vieira, que teria passado mal no período do desaparecimento.
Além disso, ele também alegou que Juliana era usuária de drogas e poderia ter se envolvido com algum “indivíduo marginal”. A versão foi contestada por familiares da vítima.
Polícia Civil aponta indícios de premeditação
Para o delegado, os elementos reunidos durante a investigação indicam que o crime pode ter sido planejado. Na avaliação de Vivas, a presença do filho do casal na primeira ida à casa do ex-marido pode ter impedido que o assassinato fosse cometido naquele momento.
Ele tem uma primeira tentativa de levar a vítima até a casa dele, no entanto não esperava que o filho fosse junto. E aquilo ali, acredito eu, que o inibiu de praticar esse homicídio nesse primeiro momento
Felipe Vivas, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim
Ainda segundo o delegado, Diego teria insistido para que Juliana voltasse à residência depois de deixar a vítima e o filho em casa.
Câmeras de segurança ajudaram a localizar o corpo
A polícia analisou imagens de câmeras de segurança para reconstruir os deslocamentos do veículo usado pelo suspeito. De acordo com o delegado, por volta das 3h, o carro foi ao encontro de Juliana. Cerca de duas horas depois, o veículo seguiu em direção à localidade de Monte Líbano, na zona rural de Cachoeiro de Itapemirim.
Imagens de um posto de combustíveis também registraram o abastecimento do veículo antes de ele seguir para a região rural. Conforme a investigação, o carro passou por Monte Líbano e pelos bairros BNH e São Luiz Gonzaga antes de retornar à área onde os policiais concentraram as buscas.
Durante as diligências, os agentes encontraram um chinelo que pertencia a Juliana. Segundo a Polícia Civil, o objeto ajudou os investigadores a localizar o corpo da vítima, encontrado carbonizado em Monte Líbano.
Diego e Giovana foram presos suspeitos de ocultação de cadáver. A participação de cada um no caso é investigada pela Polícia Civil.
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