Estudante leva soco durante assalto a ônibus e fratura o nariz em Vila Velha
Um estudante de 17 anos teve uma fratura no nariz após ser agredido durante um assalto em um ônibus do Sistema Transcol, em Vila Velha, na quarta-feira (2). O adolescente seguia para a escola com outro estudante depois de embarcar no Terminal de São Torquato, quando os dois tiveram os celulares roubados.
Segundo a mãe do jovem, o assaltante se levantou quando o coletivo parava para o desembarque e exigiu os aparelhos dos adolescentes uniformizados.
Um dos estudantes teria se recusado a entregar o celular por acreditar que se tratava de uma brincadeira. Em seguida, o suspeito deu um soco no rosto dele, pegou o aparelho e também roubou o telefone do outro adolescente antes de fugir a pé.
Uma mulher que ajudou os estudantes ligou para a mãe da vítima e informou sobre o assalto. De acordo com ela, o motorista perguntou se os adolescentes queriam que o Samu fosse acionado, mas eles decidiram seguir para a escola por se sentirem mais seguros no local.
A mãe contou que, inicialmente, o filho disse apenas que havia sido assaltado, e ela orientou que ele seguisse para a escola. Depois, porém, ele informou que também tinha sido agredido. Posteriormente, a responsável foi até a unidade de ensino, encontrou o adolescente ensanguentado e o levou ao hospital.
Após um raio X, o atendimento médico constatou uma pequena fratura no osso do nariz, deixando parte da região quebrada. Uma semana depois da agressão, o estudante ainda sentia dor ao mastigar e fazer expressões faciais, conforme o relato dela.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação do 9º Distrito Policial de Vila Velha, que trabalha para identificar e responsabilizar os suspeitos. Até o momento, ninguém foi preso e os celulares não foram recuperados.
A mãe disse que uma mulher que socorreu os adolescentes afirmou que o suspeito seria conhecido na região por cometer roubos em ônibus e nas proximidades de São Torquato. Segundo ela, a testemunha enviou uma foto do homem, que teria sido reconhecido pelo estudante e anexada ao boletim de ocorrência.
Registro da ocorrência e rastreamento
A responsável afirmou que os adolescentes procuraram policiais que estavam em uma viatura perto da escola e foram orientados a registrar um boletim de ocorrência. Ela disse ainda que tentou fazer o registro presencial após sair do hospital, mas encontrou delegacias fechadas e, no dia seguinte, o jovem fez apenas o registro do roubo, sem incluir a agressão.
Em novas informações enviadas à reportagem, a mãe relatou que procurou três delegacias em Cariacica para registrar o roubo com agressão, mas foi orientada a buscar uma unidade em Vitória.
Ela também afirmou que um dos celulares foi rastreado em Guarapari pelo próprio localizador do aparelho. Segundo ela, investigadores da Delegacia de Cobilândia informaram que não poderiam recuperar o celular.
Sobre o atendimento, a Polícia Civil esclareceu que nenhuma unidade pode se recusar a registrar um boletim de ocorrência, mesmo quando não tiver atribuição para investigar o crime. A corporação informou que cidadãos que se sentirem prejudicados podem formalizar denúncia na Corregedoria.
Em relação ao rastreamento dos aparelhos, a polícia explicou que os localizadores indicam uma posição aproximada, e não o endereço exato do objeto. Por isso, os policiais não podem entrar em residências sem mandado judicial apenas com base no sinal do GPS, exceto em situações de flagrante.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record
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