vídeo mostra caminhoneiro perseguir a ex-mulher
Um vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra o caminhoneiro André Cintra Correa, de 41 anos, perseguindo a ex-namorada, uma contadora de 28 anos, e um amigo dela, em Manguinhos, na Serra, antes de atropelar os dois.
O suspeito estava em um carro vermelho e as vítimas em uma moto. O jovem, que pilotava a motocicleta, chega a subir na calçada para escapar da perseguição.
As vítimas descem da calçada e continuam a ser perseguidas. A filmagem não mostra o momento exato da colisão, mas poucos metros adiante os dois são derrubados da moto pelo suspeito, que chega a dar marcha a ré no veículo para atropelá-los. O caso ocorreu em 17 de fevereiro.
“Acreditava que ela pertencia a ele”, diz delegada
O caminhoneiro foi preso no último domingo (8), no mesmo município em que o crime ocorreu. Ele seguia na BR-101 em direção à Bahia, para trabalhar. A prisão ocorreu em frente a um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com a delegada Raffaella Aguiar, da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), ao ser conduzido, o suspeito chegou não demonstrou nenhum remorso e acreditava estar certo ao cometer o crime. Segundo Aguiar, o caminhoneiro enxergava a vítima como “propriedade”.
“No momento que a gente efetivou a prisão, foi perceptível o sentimento dele de propriedade em relação à vítima. Ele acha que tem total direito de agir daquela forma, porque ela pertence a ele, é um objeto. E a partir do momento que ela rompe, ele acha que tem o direito de puni-la, até mesmo com a morte. Porque o que vale é a vontade dele”, disse a delegada.
Comportamento possessivo e abusivo
A contadora e o caminhoneiro tiveram um relacionamento por 10 anos e têm uma filha juntos. Eles haviam se separado há dois anos e a vítima havia requerido uma medida protetiva contra o ex.
No dia do crime, os dois se encontraram em um restaurante, em frente a onde ocorria um bloco de carnaval.
Em determinado momento, ela e o amigo decidiram ir embora do restaurante, momento em que foram seguidos. A vítima contou que o suspeito sempre foi uma pessoa possessiva e abusiva e gostava de se impor.
“Sempre foi uma pessoa agressiva, abusiva, que gostava de impor, de mandar. Eu só fui entender quando as agressões começaram, o que foi um choque. É difícil sair. Eu não falo que é fácil nós mulheres sairmos dessa situação. Só consegui sair quando consegui externar para amigos o que sofria, que perceberam que eu era muito oprimida”, afirmou.
*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record
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