“VARgentina”: adversários criticam arbitragem e suposto favorecimento à Argentina
A Argentina de Messi está na semifinal de uma Copa do Mundo pela segunda edição seguida. Campeões em 2022, no Catar, os argentinos agora enfrentam a Inglaterra, na quarta-feira (15), valendo vaga na final do Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.
A campanha é sólida e conta com o brilho de Messi, artilheiro da Copa com oito gols.
No entanto, também é polêmica. Afinal, adversários da seleção argentina têm reclamado das decisões da arbitragem que, supostamente, favorecem os atuais campeões do mundo.
Expulsão de Messi ignorada na estreia
A primeira decisão polêmica envolvendo a arbitragem foi logo na estreia da Argentina. O time venceu a Argélia por 3 a 0, com três gols de Messi.
No entanto, Messi deu entrada dura em Mandi, da Argélia, acertando as travas da chuteira na panturrilha do adversário. O árbitro polonês Szymon Marciniak até marcou a falta, mas não puniu o astro com cartão, nem foi chamado pelo VAR para revisar o lance.

Seleção com mais pênaltis a favor
A Argentina é a seleção com mais pênaltis a favor somadas as Copas do Mundo de 2022 e 2026: oito no total.
Até agora, foram três penalidades marcadas pela arbitragem a favor dos hermanos em 2026. O primeiro foi no jogo contra a Áustria, na segunda rodada da fase de grupos. Depois, vieram pênaltis contra a Jordânia, na fase de grupos, e Egito, nas oitavas de final.
Prefeito de Nova York diz que Egito foi roubado
A partida das oitavas de final contra o Egito foi a mais polêmica até agora. A Argentina venceu por 3 a 2, de virada, mas não passou ilesa quanto às críticas por suposto favorecimento da arbitragem.
Até o prefeito eleito da cidade de Nova York, Zohran Mamdani, se manifestou e disse que o “Egito foi roubado”.
Os lances polêmicos começaram com um gol anulado de Zico, do Egito, aos 12 minutos do segundo tempo, após o VAR recomendar marcação de falta no começo da jogada. Já nos acréscimos, com o placar empatado, Salah caiu na área argentina e os egípcios pediram pênalti, ignorado pelo árbitro.
O Egito também pediu pênalti, não marcado, de Mac Allister em Fathi na origem da jogada do terceiro gol da Argentina.
Após a eliminação, o técnico Hossam Hassan foi duro nas críticas ao árbitro francês François Letexier.
O que eu disse ao árbitro foi apenas que isso é injusto. Eu só estava dizendo que isso é injusto. Eu estava dizendo que talvez ele tivesse um placar em mente. Talvez ele tenha algo a esconder. Quem tem algo a esconder, às vezes falha em esconder o que está escondendo. Isso foi exatamente o que eu senti durante aquela conversa”
Hossam Hassan, técnico do Egito

Expulsão de Embolo contra a Suíça
A polêmica mais recente envolvendo a arbitragem nos jogos da Argentina aconteceu na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, pelas quartas de final da Copa do Mundo.
Logo após Ndoye marcar o gol da Suíça, empatando a partida aos 22 minutos do segundo tempo, Embolo simulou falta de Paredes. O árbitro português João Pinheiro aplicou cartão amarelo ao jogador argentino, mas foi chamado para revisão no VAR. Ao entender que Embolo simulou a falta, o árbitro anulou a marcação e puniu Embolo com cartão amarelo. Como o jogador suíço já tinha amarelo, acabou expulso.
“Não havia motivo algum para dar cartão amarelo. Foi um lance sem gravidade. O árbitro deveria ter deixado o jogo seguir. Fomos punidos por causa de uma regra que considero inaceitável. Não consigo entender. Essa intervenção desnecessária foi extremamente dolorosa. É uma regra que não tem nada a ver com futebol. Ela destruiu o nosso jogo”, protestou o técnico da Suíça, Murat Yakin.
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