Universitária morta em Cariacica começaria estágio em prefeitura

O dia 1º de abril seria marcado por uma conquista importante na vida da estudante de Direito Thaís Ellen Barbosa de Oliveira, de 23 anos, assassinada a facadas em Cariacica. Segundo o pai da jovem, ela começaria nesta quarta-feira um estágio na Prefeitura de Vitória, oportunidade que, segundo a família, representava um novo começo.

De acordo com Gilmar de Oliveira, a última vez que ouviu a voz da filha foi por meio de um vídeo enviado por ela, celebrando a conquista profissional.

A jovem teria feito uma selfie em frente ao prédio da prefeitura e compartilhado o momento com o pai, demonstrando felicidade com a aprovação da documentação para iniciar o trabalho.

Hoje seria um dia de festa. A última vez que eu ouvi a voz da minha filha foi em um vídeo muito especial que ela me enviou. Ela fez uma selfie em frente à prefeitura e mandou para mim. Depois me ligou dizendo que estava muito feliz, que a documentação estava certa e que no dia primeiro ela ia começar a estagiar”.

Gilmar de Oliveira, pai de Thaís Ellen

Segundo o pai, o estágio permitiria que Thaís reorganizasse a rotina e se dedicasse mais aos estudos e ao filho, de 3 anos.

Sonho interrompido

Thaís Ellen foi assassinada a facadas dentro do próprio quarto na tarde de segunda-feira (30), no bairro Itaquari, em Cariacica.

O suspeito do crime é Thiago Machado Paixão, ex-namorado da universitária, que estava em regime semiaberto e não retornou ao presídio após o trabalho externo, sendo considerado foragido.

Segundo a polícia, há indícios de que a estudante tentou se defender durante o ataque. Após o crime, o homem teria buscado o filho do casal na escola e o deixado na casa de familiares, onde contou que havia matado a ex-namorada. O caso é investigado como feminicídio, e as forças de segurança seguem em busca do suspeito.

Pai diz que perdoa suspeito para aliviar a dor

Em meio à dor pela morte da filha, Gilmar afirmou à reportagem da TV Vitória/Record que decidiu perdoar Thiago.

Visivelmente abalado, ele disse que o perdão é uma forma de aliviar o sofrimento e tentar seguir em frente, mesmo diante da tragédia que atingiu a família. Além disso, a decisão também leva em consideração a dor enfrentada pela família do suspeito.

É difícil para mim, como pai da Thaís, mas eu preciso liberar o perdão para esse rapaz, porque assim arranca esse nó do meu peito. Eu penso também na mãe dele. A minha dor não é maior que a dor dela. Se eu visse esse rapaz, eu falaria para ele que eu o perdoo, perdoo como ser humano, como pai da minha filha, porque eu preciso tirar esse nó do meu peito.”

Gilmar de Oliveira, pai de Thaís Ellen

Apesar do gesto, ele ressaltou que o suspeito deve responder pelo crime e que a Justiça precisa ser feita: “A Justiça dos homens e de Deus vai ter que ser feita. Dentro de mim, esse nó, essa amargura, precisa ser liberada. Eu perdoo”.



FONTE: Folha Vitória


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