Turista mineiro denuncia agressão e suspeita de homofobia após micareta em Vitória
Um turista de Minas Gerais, de 47 anos, afirma ter sido agredido por um homem dentro de um banheiro do Sambão do Povo, em Vitória, após uma micareta. O caso aconteceu na madrugada deste domingo (11), e a vítima suspeita que a violência tenha sido motivada por homofobia.
O professor procurou a Delegacia Regional de Vitória com ferimentos no nariz e pediu para não ter o rosto divulgado. Segundo o relato dele, o agressor deu dois tapas em seu rosto e um soco no nariz quando os dois estavam no banheiro do evento.
O turista contou que foi socorrido por pessoas que estavam no local e pela equipe de saúde da micareta. Um segurança também teria contido o suspeito até a chegada das autoridades.
Turista diz que foi agredido dentro do banheiro
O professor contou que foi à micareta acompanhado de amigos e decidiu ir ao banheiro ao fim do evento. Segundo ele, havia outras pessoas no local, entre elas um homem de 28 anos, que teria iniciado as agressões.
“Quando eu cheguei no mictório, o cara que eu não conheço, nunca nem vi, o cara foi, me deu dois tapas no rosto e me agrediu com um soco no nariz”, relatou.
Após a agressão, pessoas que estavam no banheiro intervieram, enquanto a equipe de saúde prestou os primeiros socorros ao turista. Ele contou que recebeu gelo e foi questionado se gostaria de chamar a polícia. A vítima decidiu registrar a ocorrência.
Segundo informações repassadas à Polícia Civil, o homem apontado como autor da agressão afirmou ser empresário. Ele teria alegado que partiu para cima do professor porque teria sido filmado pela vítima dentro do banheiro.
O turista negou a acusação e afirmou que sequer estava com o celular na mão no momento da agressão.
“Ele falou que eu estava filmando ele, nem com o telefone eu estava na hora. Essa é a versão dele, mas foi homofobia”, disse o professor.
Vítima diz estar abalada
O turista afirmou estar abalado e constrangido com o episódio. Apesar da situação, disse que pretende continuar com uma avaliação positiva sobre o evento e ressaltou que decidiu procurar a polícia para que o caso seja apurado.
A Polícia Civil informou que a ocorrência estava em andamento no plantão da Delegacia Regional de Vitória. Segundo a corporação, somente após a conclusão das oitivas será possível informar qual procedimento será adotado pelo delegado da Central de Teleflagrante.
A reportagem não conseguiu contato com o suspeito ou com algum advogado que o representasse. O espaço segue aberto.
*Com informações do repórter Paulo Rogério, da TV Vitória/Record.
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