Rússia será capaz de neutralizar ataques nucleares europeus em 10 anos, alerta estudo
Mísseis nucleares do Reino Unido e da França devem perder a capacidade de superar os sistemas de defesa aérea da Rússia em no máximo dez anos, o que colocaria a Europa em risco diante de um eventual conflito. A previsão é do Royal United Services Institute (RUSI).
Conforme relatório divulgado pelo centro de pesquisa de defesa e segurança na última semana, o país liderado por Vladimir Putin está aprimorando suas tecnologias de guerra. Com os avanços, as duas principais potências nucleares europeias não conseguirão mais superar os sistemas russos.
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Vulnerabilidade nuclear da Europa
Mesmo em destaque no continente, Reino Unido e França possuem um arsenal nuclear reduzido e formado, em sua maioria, por ogivas no mar. Com a Rússia reforçando a proteção do espaço aéreo, essas armas podem perder a capacidade de retaliação contra Moscou por volta de 2035.
- Para ilustrar como isso aconteceria, a conceituada entidade britânica usou a interceptação dos mísseis iranianos por Israel e Estados Unidos em 2024;
- Na ocasião, cerca de 90% dos projéteis disparados por Teerã não chegaram aos alvos, após serem derrubados;
- Em cada um dos dois ataques, o Irã disparou 200 mísseis contra alvos israelenses;
- De acordo com o RUSI, capacidade semelhante alcançada pela Rússia impediria que um ataque moderado do Reino Unido ou da França chegasse ao território russo.
Atualmente, a capacidade de atingir Moscou “sustenta a credibilidade da dissuasão independente da Europa”, como destaca o autor da pesquisa, Sidharth Kaushal. No entanto, isso vem sendo cada vez mais testado, em meio às preocupações dos EUA com a China.
É válido lembrar que as forças nucleares francesas possuem independência em relação a Washington e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Já as britânicas dependem das tecnologias fornecidas pela Casa Branca, embora sejam formalmente independentes.
Dúvidas sobre o apoio americano
As discussões sobre a formação de uma nova rede nuclear europeia se intensificaram com o fim do Tratado START entre EUA e Rússia. O acordo assinado em 2010 trazia limites quanto ao desenvolvimento de arsenais, mas expirou no mês passado.
França, Alemanha e Suécia sãos os países mais envolvidos na iniciativa, enquanto o Reino Unido se mostra cauteloso. Como destaca o Politico, o grupo também reforça a necessidade de cooperação diante de dúvidas a respeito do apoio de Washington se necessário repelir um ataque russo.
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