Quem são os cotados para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula


Rafael Fonteles, Dario Durigan, Bruno Moretti e Geraldo Alckmin são cotados para o Ministério da Fazenda. Fotos: Governo Piauí/Divulgação, Lula Marques/Agência Brasil, Edilson Rodrigues/Agência Senado e Ueslei Marcelino/COP30

Uma semana após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência, no último dia 25, o mercado financeiro já especula nos bastidores sobre a definição de quem vai comandar a economia no quarto mandato do presidente.

O Ministério da Fazenda é uma das pastas mais visadas do novo mandato. O próximo ministro terá a missão de conciliar os interesses do mercado com a adaptação às medidas anunciadas pelo governo Lula durante a campanha eleitoral no segundo turno.

A pasta terá uma dificuldade extra em relação ao governo Lula 3, quando Fernando Haddad (PT) assumiu com o objetivo de equilibrar as contas públicas. Agora, será necessário passar ao mercado credibilidade fiscal, realizar ajustes no orçamento e manter os compromissos assumidos por Lula.

Os nomes especulados para comandar a economia

Entre os nomes especulados, estão o atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, que assumiu a pasta em abril após Haddad sair para disputar as eleições. Além dele, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSDB) também é especulado, assim como o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, também é um dos cotados.

Rafael Fonteles

O primeiro dos cotados é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). O piauiense assumiu protagonismo durante o segundo turno da campanha presidencial, quando esteve mais perto de Lula.

Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí
Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí. Foto: Governo Piauí/Divulgação

Além de ser um nome de confiança do presidente, Fonteles é formado em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), sendo um dos nomes mais premiados da graduação. O governador também ocupou a vaga de secretário de Fazenda e de presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Apesar de ser um nome preparado para o cargo, que agradaria ao governo e ao mercado, Fonteles tem afirmado em entrevistas que não discutiu o assunto com o presidente. O fato dele ter sido reeleito em primeiro turno com mais de 70% dos votos, maior percentual de um governador, dificulta uma renúncia no momento.

Dario Durigan

Outro nome estudado pelo governo é o do atual ministro. Dario Durigan é visto como figura leal ao presidente, que tem boa interlocução com o mercado financeiro e que já comandou temas importantes como líder da equipe econômica.

Dario Durigan, ministro da Fazenda
Dario Durigan, ministro da Fazenda. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro já destacou, no entanto, que Fonteles seria um “excelente nome” para o cargo. Ele também afirmou que ainda não conversou com Lula sobre o futuro da Fazenda.

Durigan já trabalhou na Advocacia-Geral da União (AGU) e ocupou diversos cargos na administração pública. No setor privado, foi diretor de políticas públicas do WhatsApp. Durante a maior parte do governo Lula 3, foi secretário-executivo da Fazenda, sendo o número 2 de Haddad.

Foi durante a gestão Durigan, por exemplo, que o governo editou a Medida Provisória (MP) que proíbe a atuação das casas de apostas online, as chamadas bets, no Brasil. Ele também participou de anúncios importantes, como o Desenrola e Desenrola Mei.

Bruno Moretti

Outro nome cotado para o cargo é o de Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), e que antes atuou na Casa Civil e no conselho da Petrobras.

Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Ele é economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Além disso, é servidor da carreira do MPO, desde 2004. Moretti tem bom trânsito no Congresso Nacional e no mercado financeiro, sendo reconhecido por ter um perfil mais técnico.

O ministro foi responsável por articular diversas pautas relevantes com o Congresso, como a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das receitas, o que pode reduzir as despesas do governo na ordem de aproximadamente R$ 10 bilhões.

Com a medida, o governo não terá que aumentar o valor destinado aos pisos mínimos de saúde e educação em decorrência da alta da arrecadação com petróleo, devido a guerra no Oriente Médio.

Geraldo Alckmin

O vice-presidente Geraldo Alckmin também tem sido cotado para assumir a vaga. Durante grande parte do governo Lula 3, Alckmin foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República. Foto: Ueslei Marcelino/COP30

O nome agrada os mercados, por entender que Alckmin tem um perfil mais técnico e focado na organização das contas públicas.

Pesa contra ele, no entanto, a disponibilidade que o cargo necessita. Como Alckmin foi reeleito na chapa de Lula, deve se dedicar as demandas de que o cargo exige, portanto, não ficaria tão disponível para conversas com o mercado financeiro e Congresso Nacional.

Apesar disso, a condução do vice-presidente nas negociações das tarifas com os Estados Unidos (EUA) fez com que o nome ganhasse ainda mais destaque para assumir o cargo.

*Com informações do Metrópoles



FONTE: Folha Vitória


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