Policial é preso após dar tiros em briga com empresário


Um policial penal foi preso após se envolver em uma confusão com um empresário na noite de quarta-feira (13), na região do Parque Moscoso, no Centro de Vitória. Imagens obtidas pela reportagem mostram o servidor, identificado como Júlio César Fiorotti, segurando uma arma e rendendo o empresário momentos antes de um disparo ser efetuado.

Segundo as informações apuradas, o policial penal teria ido até a própria residência buscar a arma funcional para resolver uma briga pessoal. Durante a discussão, houve luta corporal entre os envolvidos e um disparo foi efetuado.

O empresário ficou ferido por estilhaços provocados pelo tiro. Já o policial penal foi agredido por pessoas que estavam no local e presenciaram a confusão.

O disparo de arma de fogo ocorreu no momento da luta corporal. Então, não temos aqui, nesse momento, a informação concreta se, de fato, o servidor quis disparar ou se o disparo foi acidental.

Bruno Brandão, corregedor

Na manhã desta quinta-feira (14), a Corregedoria da Polícia Penal se pronunciou sobre o caso e informou a prisão de Júlio César. Ele foi encaminhado para o presídio de segurança média, em Viana, e deve passar por audiência de custódia.

De acordo com a Corregedoria, caso seja liberado pela Justiça, o servidor poderá retornar ao trabalho, mas sem portar arma.

Em depoimento prestado na delegacia ainda na noite de quarta-feira, o empresário afirmou que acreditava que o policial tinha intenção de matá-lo.

Me jogou no chão, me botou de joelho, botou a pistola na minha cabeça. Ele me chamou de vagabundo, disse que eu ia morrer.

Alexandre Magno, empresário

Processo disciplinar pode resultar em demissão

A corregedoria classificou como inadequada a atitude do policial penal de utilizar a arma funcional em uma situação de conflito pessoal. As imagens da ocorrência já foram anexadas ao processo administrativo disciplinar.

Segundo o corregedor Bruno Brandão, a investigação interna pode resultar em penalidades que variam de advertência até demissão. O processo também poderá ser arquivado caso não sejam constatadas irregularidades.

O procedimento administrativo deve durar inicialmente 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60.

Foto: Reprodução/TV Vitória

Histórico do servidor será analisado

Júlio César atua como policial penal há 12 anos. Conforme informações da Corregedoria, ele já respondeu anteriormente a um procedimento administrativo em 2016, após um desentendimento envolvendo um ex-detento. Na ocasião, também houve relato de uso da arma funcional, mas o processo acabou arquivado.

Apesar de relatos informais de moradores e comerciantes sobre supostas confusões envolvendo o servidor na região central de Vitória, a Corregedoria informou que não há denúncias formais registradas contra ele até o momento.

A investigação da atual ocorrência poderá considerar depoimentos de testemunhas sobre episódios anteriores atribuídos ao policial penal.

*Com informações do repórter André Falcão, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória


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