PM que matou músico em Vitória é condenado
O ex-soldado da Polícia Militar Lucas Torrezani de Oliveira, que matou o músico Guilherme Rocha, foi condenado por homicídio qualificado pelo júri realizado nesta quarta-feira (20), no Fórum de Vitória. O crime aconteceu em um condomínio em Jardim Camburi, Vitória, em 17 de abril de 2023.
A decisão foi anunciada por volta das 23h20, após julgamento que se estendeu por cerca de 12 horas.
Lucas foi ouvido e afirmou não ter tido a intenção de matar o músico. Ele falou por cerca de uma hora e meia e negou a intenção de matar o músico. O ex-PM afirmou que se quisesse assassinar Guilherme, teria feito um disparo mais letal, como na região do peito ou da cabeça.
Segundo ele, o fato de ter atirado no braço do músico já é um indicativo de que não tinha nenhuma intenção de matá-lo, apenas impedir que Guilherme se aproximasse dele.
A esposa de Guilherme e a síndica do condomínio, que testemunhou o caso também foram ouvidas.
Por meio de uma nota encaminhada à imprensa e obtida pelo Folha Vitória, a defesa afirmou que a motivação atribuída ao acusado “não corresponde à integralidade dos fatos apurados ao longo da instrução criminal”.
Segundo a defesa, o caso ganhou grande repercussão e passou a ser associado a uma suposta motivação fútil. Na época, o ex-soldado afirmou que agiu em legítima defesa.
Entretanto, as imagens mostraram que o músico não reagiu. A família da vítima afirma que espera a condenação máxima de Lucas Torrezani, sendo esse “o mínimo da Justiça”.
Família realizou manifestação por justiça
A família de Guilherme Rocha realizou, às 19h30 desta terça-feira (19), um ato em homenagem ao músico na praça pública de Jardim Camburi, em Vitória.
Durante o encontro, amigos e familiares prestaram homenagens por meio da música e pediram justiça pelo caso.
Vítima foi morta após reclamar de som alto
Na época do crime, foi descoberto que a vítima foi morta após reclamar com o vizinho sobre o som alto. Segundo o processo, Guilherme Rocha chegou a conversar com o então PM para encerrar uma festa no hall do prédio.
Por volta das 2 horas, o músico novamente pediu para que o tom das conversas diminuísse, porque a família não conseguia dormir, mas não foi atendido.
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