Piratas do shopping são presos por furtos de R$ 26 milhões em joalherias


Um homem e duas mulheres foram presos suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada em furtos a joalherias localizadas dentro de shoppings em várias partes do Brasil, inclusive no Espírito Santo. A Polícia Civil relatou que os criminosos já deram prejuízo de R$ 26 milhões a joalherias.

Kawê Felipe Nascimento Sampaio, 19 anos, Amanda Lorena Tavares Xavier e Ingrid Naiara Moraes Araújo foram presos em Goiás e no Distrito Federal após um crime realizado em Vila Velha. O caso ocorreu no fim de fevereiro, em um shopping no bairro Divino Espírito Santo.

Imagens mostram Kawê e Ingrid chegando ao shopping acompanhados por um terceiro homem, que ainda não foi identificado.

Kawê Filipe, Amanda Lorena e Ingrid Naiara, “Piratas do Shopping” – Reprodução/PCES

De acordo com o titular do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, um dos suspeitos vai a uma praça de alimentação e Ingrid e Kawê se dirigem para uma loja vizinha a uma joalheria.

Em determinado momento, o terceiro suspeito desce da praça de alimentação para se encontrar aos outros dois. Ele distrai um segurança que estava próximo ao local.

Com um dispositivo utilizado para clonar o controle da loja, Ingrid abre a porta de uma loja vizinha à joalheria. Neste momento Kawê entra no estabelecimento. Tudo ocorreu por volta de 22h15, quando o local já estava fechado.

“Eles possuíam um equipamento chamado de ‘Chapolin’, que codifica o controle da loja. O indivíduo que estava na praça de alimentação, volta. Um dos indivíduos despista o segurança e essa mulher aciona a porta para o indivíduo que estava com a bolsa entrar na loja. A partir do momento que ela conseguiu codificar, fechou a loja”, relatou o delegado.

Prejuízo de mais de R$ 370 mil em dois furtos

Assim que Kawê entra na loja, Ingrid e outro suspeito vão embora do shopping. Eles só retornariam no dia seguinte.

Logo após entrar em uma loja de materiais esportivos, Kawê começa a furtar itens, que contabilizam R$ 20 mil em prejuízo. Ele continua dentro do estabelecimento até as 5h, quando faz um buraco na parede e entra na joalheria vizinha à loja.

Por ali o suspeito permanece por apenas 4 minutos e leva aproximadamente R$ 350 mil em joias. No dia seguinte, os outros dois suspeitos retornam ao shopping e abrem a porta da loja de materiais esportivos para que Kawê pudesse sair.

De acordo com o delegado, o suspeito chegou a danificar diversas câmeras de videomonitoramento das lojas, mas a polícia obteve algumas imagens, que levaram à sua identificação.

“Esse indivíduo que entra na loja, desliga o circuito de videomonitoramento e danifica algumas câmeras, mas conseguimos recuperar algumas imagens e conseguimos identificá-lo. A partir dessa identificação, chegamos à companheira dele”, disse.

Prisões dos suspeitos

Com a identificação do suspeito, a Polícia Civil expediu mandados de busca e apreensão junto à Polícia Militar e Civil de Goiás e Distrito Federal, onde os acusados residem.

A operação identificou o paradeiro de Kawê, que estava no Distrito Federal. De acordo com delegado, ele contava com uma extensa ficha criminal pelo crime de furto.

A namorada do suspeito também foi identificada. Na casa dela, foram encontrados diversos itens furtados, que teriam sido dados a ela como presentes por Kawê. Ambos foram presos no Distrito Federal.

Com os dois suspeitos presos, a polícia chegou a Amanda. O nome dela havia sido usado em uma reserva que a quadrilha teria usado em um hotel, durante o período em que esteve em Vila Velha.

Além disso, ela havia realizado transações via pix para Kawê no dia dos assaltos realizados no shopping no Espírito Santo.

Com um mandado de busca e apreensão, policiais foram à casa dela, em Goiás, onde encontraram também Ingrid, que é namorada de Amanda.

“Para nossa surpresa, encontramos essa mulher, que participou do furto em Vila Velha, na casa dessa outra suspeita. Essa mulher que participou do crime em Vila Velha, também tem uma extensa ficha criminal por furto qualificado”, detalhou Monteiro.

O delegado detalhou também que celulares foram apreendidos e que a Polícia Civil trabalha agora para identificar o terceiro suspeito que agiu no crime em Vila Velha – ele seria da Grande Vitória – e também para encontrar quem estaria receptando os produtos furtados.

*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória


Descubra mais sobre Pauta Capixaba

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.