PF intima Flávio Bolsonaro a entregar passaportes em 24 horas


Flávio Bolsonaro. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A Polícia Federal intimou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a entregar os passaportes comum e diplomático em até 24 horas, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os dados apurados, a medida também impede o político de deixar o país.

A decisão ainda proíbe Flávio de se comunicar com o advogado Willer Tomaz. Moraes é relator do processo em que os dois são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, Flávio e Tomaz dividiam uma conta no banco Santander. O advogado foi alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de lavar dinheiro desviado de aposentadorias.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que a intimação ocorreu após ele visitar o pai, Jair Bolsonaro. O senador disse que entregará os documentos e negou ter intenção de deixar o Brasil.

“Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, disse o senador.

Na gravação, o senador também declarou que a decisão de Moraes teria considerado uma fala do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Durante entrevista ao programa Louder with Crowder, apresentado pelo comentarista americano Steven Crowder, Eduardo sugeriu que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.

Moraes já havia determinado o cancelamento do passaporte de Tomaz. Como o advogado está fora do país, a medida só terá efeito quando ele retornar ao território brasileiro.

As defesas de Flávio Bolsonaro e de Willer Tomaz negam as acusações. A matéria será atualizada assim que houver retorno sobre novas manifestações das partes ou da Polícia Federal.

Resultado das eleições

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito com 51,79% dos votos, contra 48,21% do senador. No primeiro turno, Flávio saiu à frente por mais de dois milhões de votos, mas não manteve a vantagem.

Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a reeleição de Lula, Flávio disse que não aceitaria o resultado e afirmou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre. O TSE desmentiu a declaração do senador.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio voltou a criticar a condução do processo eleitoral e a prorrogação do horário de votação. Levantamento da Folha de S. Paulo com dados do TSE apontou que 34,3 mil votos foram registrados após as 17h, enquanto Lula venceu Flávio por mais de quatro milhões de votos.

Flávio disse ainda que vai pedir a cassação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa Lula-Alckmin por abuso de poder político e econômico.

*Com informações do Uol



FONTE: Folha Vitória


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