O que ainda falta para concluir a venda da SAF


Com a aprovação do plano modificativo da Recuperação Judicial, o Paraná Clube deu o maior passo nesta semana para oficializar a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para a NextPlay. Apesar do avanço, ainda faltam alguns detalhes necessários até a conclusão.

Com o consentimento dos credores, o Tricolor deixou para trás o grande problema, que era a forma de pagamento de suas dívidas. No ano passado, a NextPlay chegou a desistir da compra justamente pela falta de acordo, o que poderia levar o clube à falência.

Agora, o plano da RJ precisa da homologação da juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba. Na sequência, será aberto um período de stalking horse, termo utilizado para quem realiza a proposta inicial de investimento.

Neste caso, a NextPlay é a responsável pela oferta no valor mínimo de R$ 212 milhões pela SAF do Paraná Clube. Se houver uma outra proposta durante o período de stalking horse, precisará ser no mínimo 10% superior. Ainda assim, a empresa comandada pelo CEO Pedro Weber terá o direito de cobrir a oferta.

A empresa vencedora também precisa negociar as dívidas do Paraná Clube com a União e o Bacen (Banco Central). A NextPlay já tem um acordo encaminhado para o pagamento de R$ 42 milhões.

Para completar, o Conselho Deliberativo ainda precisa aprovar, o que também não deve ser um problema. A expectativa do Tricolor é concluir toda a venda da SAF para a NextPlay ainda no primeiro semestre.

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Pedro Weber em pronunciamento no Paraná. Foto: Divulgação/PRC.

Enquanto não é oficializada como a dona da SAF, a NextPlay trabalha em um período de transição para atingir os primeiros objetivos. A empresa já foi a responsável pela contratação do diretor de futebol Rodrigo Possebon, do técnico Tcheco e de todo o elenco paranista para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Paranaense.

Além disso, a NextPlay também realizou melhorias na Vila Olímpica do Boqueirão e transformou o estádio no novo centro de treinamento do time profissional. Os times sub-15 e sub-17, que foram reativados, e sub-20, que recebeu mais investimentos, também jogam no local.

Até o momento, o trabalho está de acordo com o esperado pelo Paraná Clube. Em campo, o time paranista venceu os dois primeiros jogos na Segundona do Paranaense – 1 a 0 no Prudentópolis e 3 a 0 no Laranja Mecânica – e lidera a competição com 100% de aproveitamento.

O acordo entre credores e Paraná Clube

O Tricolor oficializou a venda da SAF para a NextPlay em 19 de dezembro, quando completou 36 anos. Após longo impasse, com a possibilidade até de falência do clube, o Paraná e os credores chegaram a um consenso para um plano que agradasse a todas as partes.

A negociação só foi para frente depois de acordo com o Banco Genial, com sede no Rio de Janeiro e principal investidor da NextPlay, que pagará R$ 60 milhões pela Sede da Kennedy – esse valor irá integralmente para o pagamento da RJ.

No plano defendido inicialmente pelo Tricolor, muitos credores temiam não receber nada no leilão da Sede da Kennedy e, por isso, estipularam o valor mínimo de R$ 70,8 milhões. Com as novas negociações e a garantia de receber, eles aceitaram reduzir para R$ 60 milhões.

O imóvel agora vai para leilão pelo montante e direcionado para o banco, que terá a oportunidade de igualar qualquer proposta superior. O pagamento dos R$ 60 milhões será feito em dez prestações anuais, com carência de um ano a partir da venda da SAF no processo da RJ.

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FONTE: Um Dois Esportes


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