O motivo de Enio ter desistido da disputa eleitoral: “Não combina”
Pouco mais de um mês após deixar o comando da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), o engenheiro Enio Bergoli está de volta ao primeiro escalão do governo do Estado. E no mesmo cargo.
Na tarde desta sexta-feira (08), num comunicado via redes sociais, o governador Ricardo Ferraço (MDB) anunciou que havia feito o convite para que o ex-secretário retornasse ao cargo.
“Convidei o engenheiro agrônomo Enio Bergoli para reassumir a Secretaria de Estado da Agricultura. Servidor concursado, profissional com experiência no setor, retorna para coordenar as políticas públicas para o interior capixaba”, escreveu Ricardo.
O atual secretário, Carlos Tesch, continua na gestão, mas volta ao cargo que tinha antes – subsecretário para Assuntos Administrativos.
Enio deixou o cargo no início de abril para ficar apto para a disputa eleitoral. Filiado ao PP, ele era cotado para disputar a Câmara dos Deputados. Porém, desistiu da disputa.
Em entrevista para a coluna De Olho no Poder, Enio disse que após um mês refletindo e ouvindo amigos e familiares, decidiu por não mais participar do processo eleitoral. Questionado sobre o motivo, respondeu que se tratava de “cunho pessoal”.
“Ouvi muito minha família durante esse mês. Minha decisão é de cunho pessoal. Percebi que meu perfil não combina muito, nesse momento, para ser candidato”, justificou Enio.
Segundo ele, após tomar a decisão, comunicou o presidente do seu partido, o deputado federal Josias da Vitória, e depois comunicou o governador.
“Falei com Da Vitória e também com o Marcelo Santos, presidente do União Brasil, eles compreenderam. Depois comuniquei o governador, que também entendeu e me fez o convite para voltar. Eu sou um gestor, decidi, então, aceitar o convite”, disse Enio.
Continua no PP?
Recém-filiado ao partido, Enio disse que vai continuar no PP, embora tenha decidido não participar diretamente do processo eleitoral. “Vou continuar no PP, estou bem no partido, conversei com o presidente”, disse Enio.
O secretário era filiado ao PSDB, mas deixou a legenda em março em decorrência da mudança na presidência do ninho tucano e de toda a confusão que se formou depois – ele foi uma das lideranças que debandou do partido.
Enio era cotado para a chapa federal da federação União Progressista. Com sua saída, a federação terá de buscar um outro nome, entre seus filiados, para ocupar o espaço.
Entretanto, isso não deverá ser um problema – ao menos por ora.
A federação tem uma das chapas mais pesadas do pleito, com muitos pré-candidatos competitivos – tanto do PP, quanto do União Brasil.
Aliás, nos bastidores, a leitura é que o peso da chapa pode ter contribuído na decisão de Enio. A chapa não favorece os estreantes, que vão ter que disputar voto contra políticos experientes, como por exemplo, os presidentes dos dois partidos.
Procurado para se manifestar a respeito da decisão de Enio, o PP não se manifestou até o fechamento desta coluna.
Em tempo: A ida de Enio Bergoli para o comando da Seag em 2023 também foi obra de Ricardo Ferraço. Como vice-governador, ele teria indicado o nome de Enio para o então governador Renato Casagrande (PSB).
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