o homem que dirige US$ 227 bilhões
*Artigo escrito por Eric Alves Azeredo, professor, executivo, advogado. CEO da AZRD e líder do Comitê Qualificado de Conteúdo de Empreendedorismo e Gestão de 2025 do Ibef-ES.
A National Football League (NFL) está vivendo uma fase de expansão sem precedentes. A média de valor das franquias subiu para US$ 7,1 bilhões (cerca de R$ 39 bilhões), marcando um aumento de 25% em relação ao ano de 2024.
A revista Forbes revelou, no final do mês de agosto deste ano, uma lista com os times mais valiosos da liga esportiva profissional de futebol americano em 2025, entre as 32 franquias participantes.
Pela primeira vez, todas as equipes estão avaliadas acima de 5 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 27 bilhões).
Muito desse sucesso se deve à atuação do comissário Roger Goodell. Formado em Economia, em 1981, pelo Washington & Jefferson College, na Pensilvânia, se tornou estagiário administrativo na sede da NFL, em Nova York, e, em 1984, assistente no escritório de relações públicas da liga.
Nessa posição executiva, Goodell desempenhou um papel fundamental na maioria das principais decisões comerciais, incluindo o desenvolvimento de estádios, a expansão, o realinhamento da liga e os inúmeros acordos lucrativos de televisão da NFL.
Desde 2006, exercendo a função de comissário, Goodell passa cerca de 80% do seu tempo imaginando possibilidades de transformar o pacote internacional em mais uma fonte de renda para a liga e seus 32 proprietários.
Como a NFL não tem hesitado em falar sobre suas tendências expansionistas, é inegável que o retorno a São Paulo na noite do último dia 5 de setembro tenha sido um sucesso estrondoso.
O segundo jogo do esporte no Brasil, realizado na Neo Química Arena, entre as equipes do Los Angeles Chargers e o Kansas City Chiefs, foi assistido por 47.627 espectadores, quebrando o recorde anterior de 47.236 registrado no ano passado no mesmo estádio.
Estima-se que o jogo tenha movimentado mais de R$ 330 milhões, segundo dados divulgados pela São Paulo Turismo (SPTuris).
Segundo a IBOPE Repucom, uma joint venture, fruto da parceria firmada em 2013 entre Repucom, líder global em pesquisas de marketing esportivo e patrocínio, e Kantar IBOPE Media, líder em medição de audiência de mídia e investimento publicitário na América Latina1 o esporte tem 36 milhões de fãs em potencial, sendo a maioria das classes A e B e com idades abaixo de 35 anos.
Para Goodell, a partida da rodada de abertura da NFL, realizada no Brasil, pelo segundo ano consecutivo, foi um grande sucesso:
“Nós não estamos fazendo isso pensando no curto prazo. Estamos investindo com uma visão de longo prazo para fazer parte definitiva do cenário esportivo brasileiro. Acreditamos que o interesse dos fãs está aqui. Eu adoro ver esses jovens torcedores e o quanto eles amam o jogo”, disse o comissário.
Conforme publicado no portal UOL em 06/09/2025: “A NFL já tem em mente, e isso foi falado pelos próprios executivos da liga, que o Brasil é um destino fixo no plano de expansão global do esporte.
Resta saber se, no futuro, a partida será no Rio de Janeiro ou continuará em São Paulo”. Só o tempo, a análise dos números e o apetite expansionista da liga darão uma resposta num futuro bem próximo.
Referência
1Mapa do Patrocínio de Uniforme de Futebol no Brasil em 2028
Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo.
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