Mulher leva garrafada na cabeça durante briga em boate de Vila Velha


Hospital Estadual São Lucas. Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

Uma mulher de 33 anos ficou gravemente ferida após ser atingida com uma garrafa na cabeça durante uma briga em uma boate de Itaparica, em Vila Velha, na manhã de segunda-feira (6). A vítima saiu do estabelecimento desacordada e sangrando.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 6 horas. Uma amiga da vítima, que prestou depoimento à Polícia Militar, informou que a mulher se envolveu em uma discussão com uma funcionária da boate.

A discussão evoluiu para agressões físicas e, durante a briga, a funcionária teria atingido a vítima com uma garrafa na cabeça. Com o impacto, a mulher perdeu a consciência ainda no local.

Atendimento médico

Após a agressão, a vítima foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Riviera da Barra, na região de Terra Vermelha. Na unidade, a Polícia Militar foi acionada para registrar a ocorrência.

De acordo com informações repassadas pelos médicos aos policiais, havia suspeita de traumatismo craniano. Em razão do quadro clínico, a mulher foi transferida para o Hospital Estadual São Lucas, em Vitória, onde passou por cirurgia.

A informação obtida posteriormente é de que a paciente recebeu alta hospitalar.

Testemunhas viram a agressão

Ainda conforme o registro policial, ao menos duas testemunhas afirmaram ter presenciado as agressões e confirmaram a versão de que a vítima e a funcionária da boate se envolveram em uma briga antes da garrafada.

Os relatos também indicam que imagens das câmeras de segurança do estabelecimento podem contribuir para esclarecer a dinâmica da ocorrência e as circunstâncias que motivaram o conflito.

Policiais realizaram buscas na região, mas a suspeita não foi localizada.

Na manhã desta terça-feira (7), a reportagem esteve no endereço da boate. Apesar da área externa estar aberta, o estabelecimento permanecia fechado e ninguém atendeu no local.

A equipe também procurou a vítima, mas um homem que atendeu ao interfone da residência informou que ela e outra moradora não iriam se manifestar sobre o caso.

Caso é registrado como lesão corporal

Embora a ocorrência inicial tenha sido tratada pela Polícia Militar como uma tentativa de homicídio, a Polícia Civil informou que o caso foi atendido pelo plantão do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), mas registrado como lesão corporal.

Segundo a corporação, esse tipo de crime depende da manifestação da vítima ou de um representante legal para que seja instaurada investigação.

O espaço permanece aberto para manifestação da boate e das pessoas citadas na ocorrência.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter André Falcão, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória


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