Menino de 3 anos atropelado por caminhão é sepultado na Serra
Familiares e amigos sepultaram Ravi Maia Pantaleão, de três anos, na manhã desta quarta-feira (21), em um cemitério municipal de Nova Almeida, na Serra. O menino morreu após ser atropelado por um caminhão enquanto brincava com um patinete no bairro Praiamar.
Pessoas próximas à família usaram camisas com a fotografia de Ravi durante a cerimônia. A despedida foi marcada pela comoção dos familiares e amigos, e a mãe do menino recebeu apoio de pessoas próximas.
O atropelamento ocorreu na manhã de terça-feira (20), na Rua Usiminas, em Praiamar. Uma câmera de segurança registrou o caminhão, que transportava materiais de construção, entrando de ré na via, que não tem saída, e parando no fim da rua.
Segundo testemunhas, o veículo permaneceu parado por cerca de dois a três minutos. Nesse intervalo, Ravi aparece nas imagens brincando com um patinete e se aproxima da parte da frente do caminhão.
O motorista do caminhão, de 39 anos, afirmou que não viu a criança. Segundo a defesa, ele só soube do atropelamento cerca de duas ruas depois, quando fazia outra entrega e moradores o alertaram sobre o ocorrido. O advogado alegou que Ravi estaria em um ponto cego do veículo e que os trabalhadores que estavam no caminhão também não perceberam a presença do menino.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a criança já estava sem vida quando os socorristas chegaram.
Ravi morava em Praia Grande, em Fundão. De acordo com familiares, a mãe havia saído cedo para ir à Defensoria Pública e tentar providenciar um documento que permitisse visitar o pai da criança, que está preso. O menino ficou sob os cuidados da avó.
Após o acidente, o motorista se apresentou à polícia, fez o teste do bafômetro, que teve resultado negativo, e prestou depoimento. A Polícia Civil informou que não havia elementos suficientes para justificar uma prisão em flagrante, e o caso segue sob investigação.
A empresa responsável pelo caminhão manifestou solidariedade à família e informou que arcaria com os custos do sepultamento.
*Com informações da repórter Suellen Araújo da TV Vitória/Record
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