Mãe suspeita de integrar rede de exploração vai permanecer presa
A artesã de 29 anos, mãe de uma criança de 3 anos, presa em Marataízes suspeita de integrar uma rede de exploração sexual infantil ligada ao piloto de aviação Sergio Antonio Lopes, vai continuar presa. A mulher passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (11) e a Justiça decidiu por manter a prisão dela por, pelo menos, mais 30 dias.
A informação foi confirmada pela delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo.
A suspeita foi presa na manhã desta terça-feira (10) durante desdobramento da operação “Apertem os Cintos“, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, que resultou na prisão do piloto, em fevereiro deste ano.
Segundo a investigação, ela gravava e enviava vídeos da própria filha, de 3 anos, para o investigado, que pagava entre R$ 30 e R$ 50 pelos registros.
“Eram solicitados vídeos e fotos mediante remuneração. Nesses vídeos, havia os abusos de crianças, que eram gravados e enviados”, explicou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP).
Prisão evitou encontro com a criança
A delegada explicou que as prisões do piloto e da artesão evitaram que o encontro presencial ocorresse. “Existia a possibilidade de um encontro. Nós conseguimos efetuar a prisão antes do encontro ocorrer”, afirmou.
Ao ser detida, ela ficou em silêncio e demonstrou vergonha diante da família, que não teria conhecimento dos crimes.
A delegada do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) da Polícia Civil do Espírito Santo, Gabriela Enne, explicou que o piloto buscava pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e oferecia pequenas quantias em dinheiro para que gravassem os vídeos. Os pagamentos, muitas vezes, eram usados para comprar alimentos.
O piloto solicitava que a mãe colocasse a criança em determinadas situações e posições para a gravação dos vídeos. Após produzir o material, a mulher enviava os registros e recebia o pagamento via Pix.
Segundo a polícia, a artesã morava no quintal de uma casa com outros familiares, que ficaram chocados ao descobrir os crimes.
Investigação chegou ao ES após análise de celular
Segundo Gabriela Enne, a conexão com o Espírito Santo foi descoberta após a apreensão de materiais eletrônicos do piloto.
Em análise do celular, investigadores encontraram conversas com uma mulher de Marataízes, que enviava conteúdos envolvendo abusos contra a própria filha. De acordo com a polícia, a criança tinha apenas 2 anos quando os registros começaram a ser feitos.
“Ela acabou dizendo que apagou alguns vídeos que foram feitos quando a criança tinha 2 anos e seguiu (até os 3 anos)”, disse a delegada Gabriela Enne.
A polícia informou que as conversas entre o piloto e a artesã aconteciam desde agosto do ano passado, principalmente por meio do WhatsApp. Eles teriam se conhecido na praia de Marataízes, durante uma viagem do piloto. A mulher trabalhava no local vendendo produtos artesanais.
“O crime só cessou quando o piloto foi preso, pois não tinha mais contato entre os dois”, contou a delegada Luciana Peixoto.
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