Mãe presa no ES recebia até R$ 50 de piloto para gravar abusos

A artesã de 29 anos, presa por suspeita de integrar uma rede de exploração sexual infantil ligada ao piloto de aviação Sergio Antonio Lopes, gravava e enviava vídeos da própria filha, de 3 anos, para o investigado, que pagava entre R$ 30 e R$ 50 pelos registros.

A mulher foi presa na manhã desta terça-feira (10), em Marataízes, no litoral Sul do Estado. A suspeita foi levada por policiais civis para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória.

A prisão é um desdobramento da operação “Apertem os Cintos”, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo, que resultou na prisão do piloto Sergio Antonio Lopes, em fevereiro deste ano, no Aeroporto de Congonhas.

“Eram solicitados vídeos e fotos mediante remuneração. Nesses vídeos, havia os abusos de crianças que eram gravados e enviados”, explicou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP)

Segundo investigações da Polícia Civil do Espírito Santo, os dois também planejavam um encontro presencial no Estado, no qual o piloto teria contato direto com a criança.

“Existia a possibilidade de um encontro. Nós conseguimos efetuar a prisão antes do encontro ocorrer”, afirmou a delegada.

Ao ser detida, ficou em silêncio e demonstrou vergonha diante da família, que não teria conhecimento dos crimes.

Suspeito explorava vulnerabilidade financeira

A delegada do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) da Polícia Civil do Espírito Santo, Gabriela Enne, explicou que o piloto buscava pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e oferecia pequenas quantias em dinheiro para que gravassem os vídeos. Os pagamentos, muitas vezes, eram usados para comprar alimentos.

O piloto solicitava que a mãe colocasse a criança em determinadas situações e posições para a gravação dos vídeos. Após produzir o material, a mulher enviava os registros e recebia o pagamento via Pix.

Segundo a polícia, a suspeita morava no quintal de uma casa com outros familiares, que ficaram chocados ao descobrir os crimes.

Investigação chegou ao ES após análise de celular

Segundo Enne, a conexão com o Espírito Santo foi descoberta após a apreensão de materiais eletrônicos do piloto.

Em análise do celular, investigadores encontraram conversas com uma mulher de Marataízes, que enviava conteúdos envolvendo abusos contra a própria filha. De acordo com a polícia, a criança tinha apenas dois anos quando os registros começaram a ser feitos.

Ela acabou dizendo que apagou alguns vídeos que foram feitos quando a criança tinha 2 anos e seguiu [até os 3 anos].

Delegada Gabriela Enne

A polícia informou que as conversas entre o piloto e a suspeita aconteciam desde agosto do ano passado, principalmente por meio do WhatsApp. Eles teriam se conhecido na praia de Marataízes, durante uma viagem do piloto. A mulher trabalhava no local vendendo produtos artesanais.

“O crime só cessou quando o piloto foi preso, pois não tinha mais contato entre os dois”, contou a delegada Luciana Peixoto.

*Com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/ Record



FONTE: Folha Vitória


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