Mãe bate no filho em escola após ele “matar aula” em Vila Velha
A mãe de um adolescente de 15 anos foi flagrada por câmeras da coordenadoria de uma escola estadual agredindo o filho de 15 anos com pauladas e socos, em Vila Velha.
O caso aconteceu na manhã de terça-feira (31) e a mulher teria ido ao local após ser informada que o filho estaria “matando aula“. Ela desferiu diversos golpes com um pedaço de madeira no adolescente. As imagens mostram ainda que quando o objeto quebrou, ela desferiu socos no menor.
A mãe foi contida por coordenadoras da escola e pelo próprio marido, padrasto do adolescente. Depois da agressão, a própria mulher acionou a polícia para relatar o caso.
Mãe diz que agiu porque filho está usando drogas
A mulher conversou com o repórter da TV Vitória, André Falcão, e afirmou que já havia sido chamada à escola no ano passado, porque o filho estava matando aula.
De acordo com ela, as agressões foram motivadas por ter descoberto que o menino e outro adolescente estariam fumando maconha na saída do colégio e que agiu por impulso.
A mulher, que não quis se identificar, afirmou ainda que já informou a escola sobre o uso de drogas, mas foi ignorada.
“Relatei para a coordenadora que eles estão fumando droga na saída da escola, porque achei um isqueiro dentro da mochila dele. Ele falou que não está entrando, que está escondida do lado de fora, então a droga está por ali nas redondezas da escola”, contou.
Ainda de acordo com ela, antes disso, ela já havia levado o filho ao Conselho Tutelar duas vezes, mas que nada adiantou.
“Hoje eu bati, amanhã a polícia vai bater”, diz mãe
Segundo a mãe do adolescente, apesar de ter agido por impulso, ela afirma que não se arrependia, porque estaria protegendo o próprio filho.
“Isso que aconteceu é o desespero de uma mãe de não querer perder o filho para as drogas. Ele tem 15 anos, o registro dele só tem meu nome, não vou perder ele para as drogas. Hoje eu bati, amanhã a polícia vai bater”, afirmou.
Ela relatou ainda que, no dia seguinte à confusão, ligou para a escola por mais de 10 vezes para saber se o filho tinha ido à aula, mas não teve respostas.
No dia da confusão, relata que ligou para a polícia para que tomassem uma providência sobre o uso de drogas nas redondezas.
“A moça do Ciodes me perguntou se ele tinha me agredido e eu disse que fui eu quem agredi ele, porque precisava tomar uma atitude”, disse.
O que diz a Sedu
Por nota, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou que recebeu a mulher para tratar de questões relacionadas à rotina escolar do aluno, ocasião em que ocorreu o fato.
Ainda de acordo com a Sedu, a situação foi prontamente acompanhada pela equipe escolar e a Polícia Militar foi acionada.
A Sedu disse ainda que sobre eventuais dificuldades de contato enfrentadas pela mãe, o caso será apurado pela gestão escolar.
*Com informações do repórter André Falcão, da TV Vitória/Record
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