Helicóptero e cães farejadores nas buscas por engenheiro

A Polícia Civil iniciou, na manhã desta quinta-feira (23), uma operação de buscas na região da Barra do Jucu, em Vila Velha, para localizar o engenheiro de 37 anos desaparecido desde o dia 2 de abril.

A ação conta com apoio do helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) e equipes do Corpo de Bombeiros com cães farejadores, que atuam em uma área de mais de 4 milhões de metros quadrados.

A aeronave foi utilizada para sobrevoar a região em busca de vestígios, como trilhas ou sinais de presença humana, que possam indicar o paradeiro do desaparecido.

Nós começamos as buscas com alguns protocolos de fazer toda a identificação dos últimos passos onde a pessoa desaparecida pode ter ido para podermos primeiro delimitar uma área de procura. Então, após delimitarmos uma área de procura, e exercitarmos outros protocolos, é o momento sim da gente iniciar a busca ativa.

Tarcísio Otoni, delegado da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas

De acordo com o delegado Arthur Bogoni, piloto do Notaer, a busca aérea de todo o perímetro foi feita, mas nenhum vestígio foi encontrado. Ele afirma que conseguiram mapear os quadrantes que servirão de base para o trabalho do Corpo de Bombeiros.

Após os sobrevoos, equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram buscas por terra com o auxílio de dois cães farejadores. A estratégia integrada busca ampliar as chances de localização em uma área extensa e de difícil acesso.

Imagens e esperança da família

O engenheiro Nícholas Faé de Moura Brasil foi visto pela última vez no último dia 2 de abril Ele saiu do bairro Jardim Colorado, onde embarcou em um carro de aplicativo com destino à Barra do Jucu. Imagens de videomonitoramento registraram parte do trajeto, mas o destino final ainda é desconhecido.

Registros de câmeras de segurança mostram o engenheiro no momento em que ele deixa o local de origem e entra no veículo. Nas imagens, Nícholas aparece vestindo camisa azul-marinho, bermuda preta e chinelos.

As autoridades utilizam essas informações para orientar as buscas e reconstruir os últimos passos antes do desaparecimento.

Familiares estiveram na região e acompanharam parte da operação. Eles levaram fotos do desaparecido e reforçaram o apelo para que qualquer informação que possa contribuir com a localização seja repassada às autoridades:

“A minha tia tá o dia todo com sofrimento, com aquela angústia de achar ele e a esperança que não acaba. Nós apelamos para que as pessoas que possam ter visto Nícholas ou que tenham câmeras de segurança, especialmente na região da Barra do Jucu, possam verificar as imagens do dia 2 de abril, para ver se conseguimos alguma pista“, disse o primo do engenheiro.

*Texto sob a supervisão da editora Jaqueline Vianna, com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória


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