Governador procura prefeita de Vitória após mudança na gestão
Em meio a um cenário de distanciamento político e institucional entre Estado e Capital, o governador Ricardo Ferraço (MDB) tomou a iniciativa e telefonou para a prefeita de Vitória, Cris Samorini (PP), na terça-feira (07) – um dia após a posse solene da chefe do Executivo municipal.
No contato, Ricardo – que assumiu o governo do Estado na última quinta-feira (02) – parabenizou Cris pela assunção ao cargo e colocou a administração estadual à disposição.
A coluna De Olho no Poder apurou que o governador propôs à prefeita uma atuação conjunta e harmônica, entre Estado e município, com foco no interesse e no bem dos capixabas – especialmente dos moradores da Capital.
Segundo interlocutores do governo, a prefeita teria sido bastante receptiva ao telefonema, e o primeiro contato foi considerado positivo. A ligação foi confirmada pela assessoria do governador. Cris, porém, não retornou aos contatos da coluna.
Antes de ser eleita vice-prefeita, Cris e Ricardo eram bastante próximos e sempre tiveram uma boa relação, especialmente porque Ricardo sempre teve um bom trânsito no meio empresarial – onde Cris construiu praticamente toda a sua carreira.
A conversa terminou deixando uma porta aberta para a continuidade do diálogo e uma possível aproximação entre o governo do Estado e a Prefeitura de Vitória – o que, hoje, não existe.
Em lados opostos
Desde 2021, quando o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) assumiu como prefeito, Palácio Anchieta e Prefeitura de Vitória estão em lados opostos.
Antes de ser eleito, Pazolini era deputado estadual e integrava a bancada de oposição à gestão do então governador Renato Casagrande (PSB). Na eleição de 2020, o governo do Estado se posicionou de forma contrária à candidatura de Pazolini.
No comando da Capital, as divergências só aumentaram, gerando um distanciamento político e institucional entre os dois, o que também afetou a cidade. Interlocutores dos dois lados até tentaram, por mais de uma vez, fazer uma “ponte da paz”, mas foi em vão.
A relação escalou de tal forma – com dificuldade de consenso para obras públicas e até acusações de supostos crimes – que redesenhou o cenário político do Espírito Santo.
Hoje, Pazolini é o principal adversário do grupo do governo do Estado e deve disputar o Palácio Anchieta contra o governador Ricardo Ferraço.
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