Governador eleito, Pazolini volta a ser delegado e será chefiado por ex-secretário
O governador eleito Lorenzo Pazolini (Republicanos) voltou a atuar como delegado da Polícia Civil no Estado. Ele estava afastado do cargo desde 2018, quando se licenciou para dar início à carreira política, como deputado.
Pazolini retorna para exercer uma função administrativa no gabinete da Superintendência de Polícia Regional Metropolitana (SPRM).
O retorno foi determinado pelo delegado-geral da Polícia Civil, Jordano Bruno, que assinou uma instrução de serviço encaminhando Pazolini para a SPRM.
A instrução foi publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 28, com data retroativa ao dia 26, ou seja, Pazolini deveria se apresentar ao local de trabalho na última segunda-feira, um dia após as eleições.
Posições invertidas
A SPRM é coordenada pelo delegado Ícaro Ruginski, que já foi secretário de Segurança Urbana de Vitória na gestão do então prefeito Pazolini e conduziu a Guarda Municipal em 2021 e no primeiro semestre de 2022.
Ícaro se desincompatibilizou da gestão para disputar as eleições de 2022, chegou a ensaiar uma candidatura a deputado federal pelo PSC, mas desistiu, retornando aos quadros da Polícia Civil.
Agora, os cargos se invertem e Ícaro será “chefe”, ainda que temporariamente, do governador eleito.

“Naturalidade”
Questionada sobre a situação, a assessoria de Pazolini respondeu que o governador eleito retornou às atividades com “naturalidade” e que vai permanecer no cargo até próximo de tomar posse no Palácio Anchieta.
“O governador eleito Lorenzo Pazolini retornou às atividades na Polícia Civil com naturalidade, na condição de servidor público. Atualmente, desempenha funções administrativas, conciliando o expediente com eventuais agendas relacionadas à transição de governo, sem prejuízo de suas responsabilidades funcionais. A intenção é permanecer em atividade até próximo da posse, prevista para janeiro de 2027”.
Nota da assessoria de Lorenzo Pazolini
O governo do Estado também foi procurado para se manifestar sobre o assunto, mas ainda não retornou aos contatos da coluna.
Em tempo: Ao renunciar ao cargo de prefeito para disputar o Palácio Anchieta, em abril deste ano, Pazolini entrou com pedido na Polícia Civil de férias prêmio, de três meses, para se dedicar integralmente à pré-campanha.
Isso evitou que ele tivesse que retornar aos quadros da PC logo após a renúncia e em meio aos preparativos da campanha.
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