Funcionária teme voltar ao trabalho após relatar agressão de policial penal em Vitória
Uma funcionária de uma loja de conveniência na Avenida Maruípe, em Vitória, relatou ter sido agredida por um cliente que se identificou como policial penal durante uma discussão por pagamento, na noite do último domingo (13).
O homem foi preso e autuado em flagrante por injúria e vias de fato, e a vítima afirma que teme voltar ao trabalho.
Segundo a funcionária, o sistema da loja apresentava falhas e não aceitava pagamentos por Pix ou cartão. O cliente tentou pagar uma compra com uma nota de R$ 100, mas ela informou que não tinha troco porque o caixa tinha R$ 80.
“Ele disse que queria pagar, mas que eu não queria receber”, relatou a vítima.
Ela também disse que o homem se identificava como policial penal durante a discussão e tentava intimidá-la.
A funcionária afirmou que tentou encerrar o impasse e liberou o cliente do pagamento. Além disso, a mulher que o acompanhava também teria se oferecido para trocar o dinheiro com um frentista, mas o homem não permitiu que ela saísse.
“Ele mandou que ela se calasse e ficasse sentada. Ela permaneceu sentada, e ele continuou gritando e me xingando”, afirmou a vítima. O desentendimento durou cerca de cinco minutos, de acordo com o relato.
Em seguida, a funcionária saiu do balcão para devolver o cartão e o dinheiro à acompanhante. Segundo o relato, o homem a segurou pelo braço e a empurrou contra um freezer.
A ação foi registrada pelas câmeras de videomonitoramento do estabelecimento. “Ele me colocou contra o freezer e me apertou. Ainda sinto muita dor”, disse.
Ela afirmou que teria tentado se soltar, caindo perto de uma lixeira e de packs de cerveja. Posteriormente, a mulher conseguiu sair da loja para pedir ajuda a um frentista e a motoboys que estavam no posto.
Homem estava armado
A Guarda de Vitória foi acionada para atender a ocorrência. Os agentes informaram que o cliente estava armado e apresentava sinais de embriaguez.

Os guardas desarmaram o homem para manter a segurança no local. Em seguida, ele e a funcionária foram levados à delegacia.
O cliente foi preso e autuado em flagrante por injúria e vias de fato. A funcionária afirmou que teme retaliações porque mora perto do trabalho e porque, segundo ela, o homem também vive na região. “Ele disse que isso não ficaria assim, e tenho medo dessa situação”, declarou.
A vítima afirmou ainda que ele dizia que nada aconteceria com ele por ser policial penal.
Vítima buscou atendimento psicológico
Dois dias após a ocorrência, a funcionária disse que não consegue retomar a rotina de trabalho. Ela procurou acompanhamento psicológico e afirmou que ainda não recebeu contato da gerência nem dos donos do posto. “Não estou dormindo e não consigo sair de casa sozinha”, relatou.
A vítima contou que tem ido ao local de trabalho acompanhada pelo marido, mas não se sente em condições de cumprir o turno.
A reportagem procurou a Polícia Penal para esclarecimentos, mas até o fechamento da edição, não houve resposta. O espaço está aberto.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record
Descubra mais sobre Pauta Capixaba
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

