Flávio Bolsonaro reúne apoiadores na Paulista ao lado de Nikolas Ferreira
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou neste domingo, 18, de um ato de campanha na Avenida Paulista, no centro de São Paulo.
Apelidado de “Bloco do 22”, a manifestação, que começou por volta das 9h e foi encerrada antes das 14h, não chegou até o vão do Masp – parou próximo ao prédio da Gazeta -, e teve como destaque o deputado eleito Nikolas Ferreira, que assumiu o papel de puxador dos manifestantes.
Nikolas ficou responsável por tentar organizar a multidão, pedindo que as pessoas abrissem caminho para a passagem dos carros de som. Enquanto tentava conter o tumulto, deu um chute em um boneco de Lula e puxou gritos contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Dois trios elétricos tocaram uma série de funks e músicas chiclete de apoio ao candidato, repetindo 22. “Com 22 eu tô fechado, é 22 o ‘fi’ do Bolsonaro”, dizia um dos jingles, enquanto o público dançava reproduzindo o número com as mãos.
Até as 13h, Flávio mais dançou do que falou. Em alguns momentos em que pegou o microfone, disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso condenado a mais de 27 anos por golpe de Estado, vai participar da cerimônia de posse caso ele seja eleito.
“Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocar a faixa de presidente da República no filho dele.”
Na história do Brasil, a faixa presidencial é sempre passada do ex-presidente para o presidente eleito. Em 2022, entretanto, o protocolo foi quebrado. À época, Jair Bolsonaro se recusou a participar da cerimônia após perder a disputa.
Lula recebeu a faixa presidencial de uma mulher negra catadora. Aline Sousa fazia parte da Secretaria Nacional da Mulher e Juventude da Unicatadores.
Em um breve discurso, o senador manteve a retórica de ataques a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Disse também que irá “declarar guerra ao narcotráfico, vou resgatar credibilidade do Brasil no mundo.”
“A partir de janeiro do ano que vem, a gente junto começa a escrever uma educação de qualidade para os nosso filhos. O Brasil hoje está sem presidente, é alguém que precisou dividir o poder com Alexandre de Moraes”.
Flavio fez uma série de críticas ao ministro e o acusou de “perseguir” brasileiros injustamente. O candidato prometeu indicar ao STF “pelo menos 4 homens e mulheres, q sejam contra o aborto”.
Segundo Flávio, o debate deste domingo, 18, na Band, será uma “oportunidade de esfregar na cara de Lula os crimes que ele cometeu”.
Também estavam presentes na manifestação os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
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