Família diz que advogado pode ter pedido ajuda antes de morrer


A família do advogado Antônio Carlos Viegas de Freitas, de 27 anos, encontrado morto em uma área de mata em Vila Velha, afirma que há indícios de que ele possa ter tentado pedir ajuda antes de morrer, o que levanta questionamentos sobre um possível atendimento que não teria sido realizado. Diante disso, parentes pedem o aprofundamento das investigações.

Antônio, de 27 anos, estava desaparecido desde o último domingo (26), após participar de uma festa rave na região de Jucu. O corpo dele foi localizado na manhã de quarta-feira (29), com a ajuda de voluntários. A causa da morte ainda será apontada por exames periciais.

Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (30), a esposa do advogado, a massoterapeuta Iara Rubert, disse que a família ainda busca respostas para o caso.

“Nós acabamos de chegar do velório, estamos com o coração despedaçado, uma dor muito profunda, e muitos esclarecimentos ainda não vieram para a gente sobre o sumiço dele. E nós queremos mais investigações”, afirmou.

A advogada da família, Karla de Oliveira Gonçalves, revelou que há informações que indicam que o advogado pode ter solicitado ajuda antes de ser encontrado morto, o que precisa ser esclarecido pelas autoridades.

“Há alguns pontos de interrogação no caso do doutor Antônio. Tudo indica que ele pediu ajuda. Nós recebemos uma informação de que uma pessoa fez ligação para a polícia e para o Samu, mas ainda não temos a certeza de que ele foi atendido ou que procuraram por ele no local”, disse.

O advogado criminalista Antônio Veiga de Freitas desapareceu após uma festa rave em Vila Velha. Fotos: Arquivo pessoal/Instagram

O advogado foi visto pela última vez no domingo, ao deixar a festa. Na terça-feira (28), houve relatos de que ele caminhava sem camisa nas proximidades do pedágio de Guarapari, na Rodovia do Sol. Ele foi encontrado morto próximo ao local do evento.

A defesa também aponta a existência de testemunhas e possíveis imagens que podem ajudar a esclarecer o caso. Segundo a advogada, pessoas relataram ter visto o advogado circulando pela região antes de ele ser localizado.

“Câmeras ao redor, pessoas vieram me informar que passaram pela via e viram ele. Ele foi encontrado próximo ao local da festa onde ele estava. Então, muitas coisas ainda causam interrogação. É isso que a gente quer esclarecer para que ele descanse em paz”, afirmou.

Durante as buscas, o celular e os documentos pessoais do advogado foram encontrados dentro do carro estacionado no evento. A Polícia Civil informou que aguarda os resultados da perícia para esclarecer as circunstâncias da morte.

A família cobra que o caso seja investigado com rigor e que todas as possibilidades sejam apuradas, incluindo eventual omissão de socorro.

Antônio Carlos Viegas de Freitas, advogado encontrado morto em Vila Velha após sair de festa. Foto: Acervo pessoal

Órgãos responsáveis investigam o caso

A reportagem do Folha Vitória procurou a Polícia Civil, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Por nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD) e que não há detalhes que possam ser repassados, no momento.

A Sesp respondeu que lamenta o ocorrido e afirmou que “nenhum tipo de ligação ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), com as características informadas, foi registrada entre o dia de sábado e a manhã de domingo, momento em que a festa ocorreu”.

A reportagem informou, em seguida, à Sesp, que o relato diz que a ligação teria sido feita por volta das 15h30 do domingo, conforme informações da advogada da família. Diante dessa informação, porém, a Sesp manteve a resposta.

A Sesa, responsável pela gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), respondeu que está apurando as informações.



FONTE: Folha Vitória


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