Facção é suspeita de extorquir empresários do setor de internet e ameaçar serviço no ES
Uma operação da Polícia Civil mira integrantes da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV), suspeita de extorquir empresários do setor de provedores de internet no Espírito Santo.
A Operação NarcoNet foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (19), com o cumprimento de mandados em Vila Velha e Cariacica.
Ao todo, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária. A ação mobiliza aproximadamente 100 agentes das forças de segurança, entre policiais civis, militares e penais especialmente no bairro Vila Garrido.
Segundo as investigações, integrantes do grupo criminoso exigiam pagamentos de empresários do ramo de internet. Quando as cobranças não eram aceitas, os suspeitos danificavam estruturas utilizadas para a prestação do serviço, comprometendo o fornecimento de conexão à população.
A operação busca combater a atuação da facção e as práticas de extorsão contra os empresários, além de investigar condutas relacionadas ao chamado domínio social estruturado, previsto na nova legislação antifacção.
Cerca de 100 agentes participam da operação no ES
A ofensiva é coordenada pelo titular do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), delegado Ricardo Almeida, e conta com a participação do delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), Jordano Bruno, e do delegado-geral adjunto, Fabrício Dutra.
Segundo o delegado-geral Jordano Bruno, a operação faz parte das ações de enfrentamento às facções criminosas, especialmente quando há ameaças relacionadas à exploração de atividades consideradas essenciais.
Os traficantes ameaçam empresários que exploram internet de forma legal e querem receber parte do lucro dos empresários.
Jordano Bruno, delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES)
Bruno também informou que seis pessoas já haviam sido presas no contexto da atuação policial e que materiais apreendidos devem contribuir para novas prisões.
Além das equipes do Denarc, a operação tem apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Força Tática da 17ª Companhia Independente da Polícia Militar, da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES) e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), que emprega a aeronave Harpia.

Por que NarcoNet?
O nome da operação “NarcoNet” faz referência à relação entre a atuação do narcotráfico e a tentativa de controle dos serviços de conectividade pelo grupo criminoso.
Segundo a investigação, a facção buscava impor domínio territorial e econômico sobre uma atividade legal por meio de cobranças e ameaças a empresários.
*Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/ Record
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