Execução com 17 tiros na Serra: polícia prende suspeitos e revela motivo do crime


André Makalle Falcão dos Santos e Felipe Pereira da Silva foram presos pela morte de Gustavo Ferri. Foto: Reprodução/TV Vitória

A Polícia Civil anunciou nesta quinta-feira (25) a prisão de dois homens apontados como responsáveis pelo assassinato de Gustavo Ferri, conhecido como “Alemão”, morto a tiros em outubro do ano passado, em Balneário de Carapebus, na Serra.

O homicídio chamou atenção pela violência da execução. Segundo a polícia, Gustavo foi atingido por 17 disparos de arma de fogo em uma via pública da região conhecida como Jamelão.

De acordo com o adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Paulo Ricardo Gomes, a vítima já tinha histórico de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro.

O Gustavo já teve envolvimento com o tráfico de drogas em Balneário de Carapebus e mantinha contato com traficantes da região por ser morador antigo do bairro.

Paulo Ricardo Gomes, delegado

Mudança de facção motivou o crime

As investigações apontaram que Gustavo passou a ser aliciado por integrantes de uma facção rival àquela com a qual havia se relacionado anteriormente. Segundo a polícia, ele aceitou o recrutamento e passou a realizar pichações e inscrições em áreas dominadas pelo grupo adversário.

Conforme a investigação, a atitude foi interpretada como uma traição pelos criminosos que atuavam na região.

Ele acabou aceitando esse recrutamento e fez inscrições em pontos ligados ao tráfico de drogas. Isso chegou ao conhecimento dos traficantes da facção rival, que passaram a questioná-lo sobre essas ações. Durante uma abordagem, Gustavo tentou fugir, foi atingido por disparos e, já caído no chão, recebeu novos tiros.

Paulo Ricardo Gomes, delegado

A polícia informou ainda que familiares e pessoas próximas ouvidas durante o inquérito confirmaram o envolvimento da vítima com usuários e traficantes da região.

Suspeitos foram localizados após meses de investigação

Os dois suspeitos foram identificados poucos dias após o crime, mas deixaram a região para evitar a prisão. São eles:

  • André Makalle Falcão dos Santos, vulgo “Makaully”, de 27 anos.
  • Felipe Pereira da Silva, vulgo “Menor FP” ou “Menor 90”, de 21 anos.
Homicídio em Balneário de Carapebus foi motivado por guerra do tráfico, diz polícia
André Makalle Falcão dos Santos e Felipe Pereira da Silva foram presos pela morte de Gustavo Ferri. Foto: Reprodução/TV Vitória

Segundo a Polícia Civil, Makaully, apontado como liderança do tráfico local à época dos fatos, foi localizado em Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo.

O segundo investigado foi localizado no estado de São Paulo, onde acabou preso em fevereiro deste ano.

Com as prisões efetuadas e o encerramento do inquérito, a Polícia Civil considera o caso esclarecido. Os dois investigados permanecem presos e à disposição da Justiça.

Suspeito também é investigado por mandar matar casal na Serra

Além de ser apontado como um dos responsáveis pela morte de Gustavo Ferri, conhecido como “Alemão”, André Makalle Falcão dos Santos também é investigado por determinar a execução de um casal 13 dias após o homicídio ocorrido em Balneário de Carapebus.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram elementos que ligam o suspeito ao assassinato de Bruno e Alessandra, mortos a tiros na Serra. A apuração teve como base mensagens e áudios encontrados durante as investigações.

De acordo com o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, integrantes do tráfico monitoraram as vítimas antes do crime e repassaram informações ao suspeito.

Seis horas antes do crime do casal, um membro do tráfico comandado pelo Makaully vai até o local do crime, filma a residência das vítimas, envia o vídeo para o Makaully e ele responde em áudio que eles teriam que ‘pocar o barraco’ da vítima, ocasião em que o casal Bruno e Alessandra foram mortos com vários disparos de arma de fogo.

Rodrigo Sandi Mori, delegado

Segundo a polícia, o material obtido durante a investigação reforça a atuação de André Makalle na coordenação de crimes ligados à disputa pelo tráfico de drogas na região de Balneário de Carapebus.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da repórter Marla Bermudes, da TV Vitória/Record



FONTE: Folha Vitória


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