Esquema de “lavagem de armas” é desmontado no ES: fraude em lojas
Um esquema criminoso de “lavagem de armas de fogo” e compra fraudulenta de lojas do setor foi desarticulado em uma operação conjunta das polícias civis do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. A ação ocorreu em Vitória e Cariacica na quinta-feira (19), com base em investigações iniciadas no fim de 2024.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava autorizações de compra falsificadas, com aparência oficial, para adquirir armas em estabelecimentos legalizados. A estratégia dava aparência de regularidade às transações, facilitando o desvio do armamento para a criminalidade. A operação também contou com o apoio do do Exército Brasileiro.
Mudança de estratégia para burlar fiscalização
Com o reforço na fiscalização e alertas emitidos pelo Exército aos lojistas, os investigados passaram a adotar um novo método. Em vez de apenas comprar armas, tentaram assumir o controle de lojas do setor, utilizando identidades falsas, o que permitiria acesso direto aos arsenais.
De acordo com o delegado responsável pela Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme), Guilherme Eugênio Rodrigues, a integração entre as forças de segurança foi essencial para rastrear o grupo.
A colaboração entre as inteligências das polícias do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, somada à constante troca de informações com o Exército, permitiu identificar a movimentação do grupo no norte fluminense”.
Guilherme Eugênio Rodrigues, delegado
Prisões e apreensões
Em novembro de 2025, um homem foi preso em flagrante no estado do Rio de Janeiro ao tentar adquirir uma empresa do ramo se passando por militar. A fraude foi detectada no momento da negociação, com verificação imediata dos documentos.
As investigações apontaram ainda que a esposa desse suspeito, junto com outro homem, conseguiu concluir a compra irregular de uma loja que possuía um arsenal significativo.
Durante buscas, uma mulher de 33 anos foi detida em posse irregular de duas pistolas de uso restrito, calibres 9mm e .40.
Na casa dela também foram apreendidos um contrato de compra e venda de uma loja comprada por meio de fraude e materiais aparentemente de alto valor, como pedras preciosas e peças douradas. Ela foi autuada em flagrante e encaminhada ao sistema prisional.
Esquema evitou desvio de armas
Segundo a Polícia Civil, a operação impediu que dezenas de armas fossem desviadas para organizações criminosas. O caso segue em investigação para identificar outros envolvidos e rastrear a origem dos bens apreendidos.
A ação integrada tornou as operações ilegais mais arriscadas, segundo o delegado, o que levou o grupo a mudar de estratégia e acabou expondo a estrutura criminosa.
*Texto sob supervisão da editora Elisa Rangel
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