ES pode ter segunda vítima em rede de exploração sexual ligada a piloto
“Eram solicitados vídeos e fotos mediante remuneração. Nesses vídeos, havia os abusos de crianças, que eram gravados e enviados”, explicou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP).
Suspeito explorava vulnerabilidade financeira
A delegada do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) da Polícia Civil do Espírito Santo, Gabriela Enne, explicou que o piloto buscava pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e oferecia pequenas quantias em dinheiro para que gravassem os vídeos. Os pagamentos, muitas vezes, eram usados para comprar alimentos.
O piloto solicitava que a mãe colocasse a criança em determinadas situações e posições para a gravação dos vídeos. Após produzir o material, a mulher enviava os registros e recebia o pagamento via Pix.
Segundo a polícia, a suspeita morava no quintal de uma casa com outros familiares, que ficaram chocados ao descobrir os crimes.
Investigação chegou ao ES após análise de celular
Segundo Enne, a conexão com o Espírito Santo foi descoberta após a apreensão de materiais eletrônicos do piloto.
Em análise do celular, investigadores encontraram conversas com uma mulher de Marataízes, que enviava conteúdos envolvendo abusos contra a própria filha. De acordo com a polícia, a criança tinha apenas dois anos quando os registros começaram a ser feitos.
Ela acabou dizendo que apagou alguns vídeos que foram feitos quando a criança tinha 2 anos e seguiu [até os 3 anos].
Delegada Gabriela Enne
A polícia informou que as conversas entre o piloto e a suspeita aconteciam desde agosto do ano passado, principalmente por meio do WhatsApp. Eles teriam se conhecido na praia de Marataízes, durante uma viagem do piloto. A mulher trabalhava no local vendendo produtos artesanais.
“O crime só cessou quando o piloto foi preso, pois não tinha mais contato entre os dois”, contou a delegada Luciana Peixoto.
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