Eleito para o Senado, Evair vai “brigar” por liderança na oposição


Evair de Melo (Foto: Thiago Soares/Folha Vitória)

O deputado federal Evair de Melo (Republicanos), que foi eleito senador, já colocou o nome para jogo nas disputas internas do Senado e do Congresso para liderar a oposição.

Vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados e vice-líder do governo na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Evair afirma que está preparado para liderar o enfrentamento ao governo Lula-4.

“Estou preparado. Estou indo para Brasília e oferecendo meu nome ao senador Rogério Marinho. Se for necessário me apresentar, estou pronto”, disse o deputado à coluna De Olho no Poder.

A entrevista de Evair à coluna ocorreu na última quarta-feira (28) – dia em que o senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) desembarcou nos Estados Unidos e publicou uma carta não reconhecendo o resultado das eleições e se autoproclamando presidente eleito.

Segundo Evair, será constituído um bloco da oposição com diversos partidos. “Estamos dialogando e construindo com o senador Rogério Marinho um bloco, liderado por ele”, afirmou o deputado.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi um dos coordenadores da campanha presidencial de Flávio e é o atual líder da Oposição no Senado. Entretanto, ele é cotado para disputar a presidência da Casa contra o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que tentará a reeleição.

A eleição da Mesa Diretora acontece no dia 1º de fevereiro e, a depender do resultado, Marinho pode deixar o páreo da liderança da Oposição, o que poderia favorecer o nome de outros candidatos – inclusive o de Evair.

E não é apenas o posto de líder da Oposição no Senado que estará em jogo. Os cargos de líder da Oposição no Congresso e líder da Minoria no Senado e no Congresso também serão preenchidos no ano que vem e estão no radar de Evair.

“Se eu tiver oportunidade de ocupar um posto desse de oposição no Congresso ou no Senado, ou na minoria, com certeza vou me apresentar”, disse o deputado que, embora esteja chegando agora ao Senado – o que pode ser um dificultador para a ascensão ao posto –, enfatizou os cargos já exercidos de vice-líder na Câmara Federal.

A democracia se fortalece com uma oposição programática e pragmática. Eu tenho críticas profundas e conhecidas ao modus operandi desse governo. As principais denúncias contra esse governo passaram pelo meu gabinete. Não vou, em hipótese alguma, abrir mão da minha prerrogativa investigativa”.

Evair de Melo, deputado federal

Quais os ganhos?

Os postos de liderança no Congresso garantem ao parlamentar, sobretudo, visibilidade – o que é um ativo bastante disputado entre os 513 deputados e 81 senadores.

O líder pode usar a palavra e discursar em momentos estratégicos da sessão, mesmo sem estar inscrito entre os oradores. Faz o encaminhamento das votações, orientando o voto do grupo que lidera. Ele também se torna o porta-voz da oposição, ganhando legitimidade para responder a atos do Executivo e falar à imprensa.

Além disso, o líder tem assento no Colégio de Líderes e participa das reuniões do presidente e da Mesa Diretora para definir acordos e a pauta dos projetos a serem analisados e votados na sessão. Também tem o poder de obstruir votações.

É o líder quem indica, entre os integrantes do grupo, os que irão compor comissões da Casa e, dependendo do tamanho e da força do grupo que representa, pode influenciar nas escolhas de presidentes e relatores dos colegiados.

Administrativamente, o cargo de liderança também conta com um gabinete próprio e uma cota de cargos comissionados a ser indicada pelo parlamentar.



FONTE: Folha Vitória


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