Crime organizado desafia o ES: quais são os caminhos para enfrentar o tráfico?
Poder sair de casa, caminhar pelas ruas e voltar em segurança ainda está longe da realidade para muitos capixabas. Apesar da redução nos índices de homicídios registrada pelo governo do Estado nos últimos anos, a sensação de insegurança persiste: moradores ainda relatam que se sentem inseguros e com medo da violência, sobretudo, em áreas nas quais facções criminosas se enfrentam na guerra pelo controle de pontos de venda de drogas. principalmente em bairros marcados pela disputa entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas.
Por essa razão, o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado foi o tema mais votado pelos leitores do Folha Vitória como prioridade para a nova gestão do governo do Estado.
A reportagem ouviu representantes das forças de segurança, especialistas e autoridades para entender quais são os principais desafios no combate às organizações criminosas, os avanços obtidos nos últimos anos e as medidas apontadas como essenciais para reduzir o poder das facções no Espírito Santo.
Os dados do Observatório da Segurança Pública, do governo do Espírito Santo, mostram que, de 1º de janeiro a 31 de julho deste ano, o Estado registrou 406 assassinatos. Deste total, 181 têm envolvimento com tráfico de drogas, o que representa (44,6%) das mortes no período analisado.
No entanto, os conflitos entre gangues também tiram a vida de pessoas inocentes, deixam comerciantes em pânico e as retaliações afetam os serviços públicos. Essa violência destrói famílias e espalha medo nas comunidades. O caso do mecânico Cauã Souza Guimarães, de 18 anos, é um exemplo desse cenário.
Mãe pede justiça após filho ser morto em ataque
Montar a própria oficina e cuidar da filha que estava prestes a nascer eram os planos de Cauã. No entanto, os sonhos foram interrompidos na madrugada de 2 de novembro de 2025. O jovem e um amigo foram mortos a tiros por criminosos em uma moto, no bairro Redenção, em Vitória.
A mãe de Cauã, Regiane Souza dos Santos, disse que o filho chegou a vender drogas na adolescência, porém decidiu sair do tráfico ao descobrir que seria pai.
“Ele falou: ‘Mãe, não quero mais saber mais de tráfico na minha vida. Vou trabalhar e ter uma profissão’. Inclusive, tenho uma mensagem dele falando que queria ser policial civil, mas ele decidiu ir para a área da mecânica que ele sempre amou desde criança”, contou.
No momento em que foi morto, Cauã não estava mais envolvido com o tráfico de drogas e trabalhava como mecânico. O alvo dos disparos seria o amigo do jovem, que havia deixado o presídio há pouco tempo. Ao ser baleado, ele chegou a correr em busca de socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
“Sei que não vai trazer o meu filho de volta, mas só o senso de justiça já alivia o coração de uma mãe. Eu peço a Deus todos os dias, por justiça”, desabafou Regiane.
O inquérito foi concluído em maio deste ano. Dois suspeitos foram identificados e um deles está foragido. O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) ofereceu denúncia à Justiça por homicídio qualificado por motivo torpe e associação criminosa.
Estratégia de combate ao tráfico surtiu efeito contrário
O professor do mestrado e doutorado em Segurança Pública, da Universidade de Vila Velha (UVV), Henrique Herkenhoff, afirma que as estratégias de combate ao tráfico adotadas pelo mundo surtiram efeito contrário ao esperado.
Na análise dele, as medidas tomadas tornaram as drogas mais acessíveis tanto no aspecto de preço, quanto geográfico.
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“
Nós estamos há mais de 100 anos tentando reprimir criminalmente as drogas e o efeito prático foi o contrário, as drogas se disseminaram, elas baratearam e, hoje, se tornaram um mercado completamente maduro e inelástico. O que eu estou falando de mercado maduro? É que todo mundo que poderia estar consumindo drogas, já está. Por outro lado, o que eu chamo de inelástico? É você não aumenta, nem diminui o consumo.
Segundo Herkenhoff, quando a política de combate ao tráfico concentra esforços na prisão de pequenos traficantes, o efeito pode ser o oposto do esperado. Para o pesquisador, a substituição rápida desses vendedores aumenta a concorrência no mercado ilegal e intensifica as disputas entre os grupos criminosos.
“Caiu o preço, porque tem gente disposta a lucrar menos para poder vender. Começou a ter uma guerra de preços. Esse é o problema”.

Crime organizado exige política nacional permanente, alerta juiz
Autor do livro “Terrorismo à brasileira. A guerra é real. A cegueira é legal”, o juiz e professor de Direito Penal da FDV, Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, analisa que um dos erros cometidos na Segurança Pública é a ausência de uma política nacional permanente de combate ao crime organizado.
“Vejo como um problema nacional. Não adianta o Espírito Santo fazer o dever de casa se esse problema não for enfrentado a nível nacional. A Segurança Pública não pode ser palanque, ou seja, não pode ser só falada em época de eleição. A Segurança Pública tem que ser uma política de Estado”, frisa.
Para o magistrado, o Brasil precisa ter planejamento, com metas e indicadores para realizar esse combate. Além disso, Lemos reforça a necessidade de integração entre os estados, o controle das prisões, a investigação da origem do dinheiro do crime e a proteção da população.
Facções tentam expandir territórios
Sem política de integração, as facções realizam “intercâmbios” com integrantes de grupos criminosos de outros estados e tentam expandir territórios. O magistrado destaca que as principais facções que atuam no Estado são o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). Esses grupos possuem ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Segundo Lemos, o controle de regiões por parte de facções é um dos maiores desafios da segurança pública no Brasil. Isso porque, quando uma organização criminosa passa a controlar uma comunidade, acaba assumindo funções que deveriam ser exercidas pelo Estado.
“Quando uma facção domina um território, ela substitui o Estado. Ela impõe regras, ela cobra taxa, controla a circulação, ela ameaça moradores, decide quem vive com medo, ou seja, isso não é só um problema policial. É uma perda concreta de liberdade da população.”

Lemos ressalta, no entanto, que a realidade capixaba ainda é diferente da observada em estados como o Rio de Janeiro. Segundo ele, apesar das tentativas de expansão das facções, não há no Espírito Santo áreas onde o poder público tenha perdido completamente a capacidade de atuação.
A gente tem que ter ferramentas para impedir essa expansão territorial. Isso se faz com presença permanente do Estado. Não basta, como aconteceu no Rio de Janeiro, simplesmente o Estado entrar em uma operação e sair no dia seguinte. O Estado tem que ocupar esses espaços, investigar, prender lideranças, retirar as armas e levar o serviço público para aqueles ambientes.
Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, juiz e professor de Direito Penal
Mudanças no “modelo de negócios” das facções
O secretário estadual de Segurança Pública, Leonardo Damasceno, explica que a disputa entre facções criminosas está diretamente ligada ao controle dos pontos de venda de drogas. Segundo ele, uma das prioridades da política de segurança é impedir que grupos criminosos assumam o domínio de qualquer parte do território capixaba.
“Isso significa que a nossa população não ficará refém das organizações criminosas. O nosso desafio é não permitir que as facções criminosas dominem parte do nosso território, como acontece no Rio de Janeiro e em alguns pedaços da Bahia”, afirmou.

Damasceno destacou que o Estado também tem atuado para impedir que as organizações criminosas ampliem suas fontes de renda por meio do controle de serviços essenciais, como a oferta clandestina de internet.
Segundo o secretário, operações policiais já foram realizadas para desarticular grupos que tentavam explorar esse tipo de atividade.
“As facções estão tentando fazer isso porque, em outros estados, a maior parte da receita dessas organizações já não vem propriamente do tráfico de drogas, mas da prestação de serviços”, disse.
ES reduz homicídios, mas segue com a maior taxa do Sudeste
Nos últimos anos, o Espírito Santo vem reduzindo os números absolutos de homicídios. Em 2025, as forças de segurança registraram 798 assassinatos nas cidades capixabas, o menor número desde 1996, quando a série histórica começou a ser registrada.
Para o professor Henrique Herkenhoff, no entanto, a diminuição das mortes não significa, necessariamente, que as facções criminosas estejam mais fracas. Segundo ele, quando há menor disputa por territórios, os grupos conseguem manter as atividades ilícitas com mais estabilidade e ampliar os lucros.
“Os homicídios são ruins para os negócios. Quando existe uma certa estabilidade, ou seja, diminui a disputa por território, há menos homicídios, as facções se fortalecem e lucram mais”, analisa.
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Homicídios dolosos no Espírito Santo
Número total de casos por ano · 2017 a 2026
* 2026: dados parciais (ano em curso) — não comparável a anos fechados.
Fonte: Observatório de Segurança Pública do Espírito Santo.
| Ano | Casos |
|---|---|
| 2017 | 1.407 |
| 2018 | 1.109 |
| 2019 | 987 |
| 2020 | 1.106 |
| 2021 | 1.063 |
| 2022 | 1.008 |
| 2023 | 977 |
| 2024 | 857 |
| 2025 | 798 |
| 2026 (parcial) | 406 |
Já em relação a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, o Estado encerrou 2025 com a maior taxa do Sudeste com 19,3%, conforme dados do Anuário de Segurança Pública.
Em âmbito nacional, o Espírito Santo possui a 12ª mais alta do país e está acima da média do Brasil, que é de 15,47%. O estado com mais homicídios por 100 mil habitantes é o Ceará com 32,09 casos em 2025.
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Taxa de homicídios dolosos por 100 mil habitantes
Por unidade da federação · Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025
Espírito Santo
Média nacional (15,4)
5,9
5,5
Taxa por 100 mil habitantes. A linha tracejada marca a média nacional (15,4); o Brasil aparece destacado ao final apenas como referência, fora do ranking dos estados.
Fonte: Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025.
| Unidade da federação | Taxa |
|---|---|
| Ceará | 32,1 |
| Pernambuco | 31,1 |
| Alagoas | 29 |
| Maranhão | 26,6 |
| Bahia | 25,3 |
| Rondônia | 25,1 |
| Rio Grande do Norte | 24,4 |
| Amapá | 24,2 |
| Paraíba | 22,58 |
| Pará | 20 |
| Acre | 19,8 |
| Espírito Santo | 19,3 |
| Mato Grosso | 18,7 |
| Roraima | 17,3 |
| Rio de Janeiro | 17,1 |
| Tocantins | 17 |
| Amazonas | 16,8 |
| Mato Grosso do Sul | 16,6 |
| Piauí | 15,5 |
| Sergipe | 13,2 |
| Minas Gerais | 12,6 |
| Goiás | 11 |
| Paraná | 10,7 |
| Rio Grande do Sul | 9,9 |
| Distrito Federal | 8,4 |
| Santa Catarina | 5,9 |
| São Paulo | 5,5 |
| Brasil (média nacional) | 15,4 |
O secretário de Estado da Segurança Pública, Leonardo Damasceno, afirma que um dos avanços no combate à criminalidade no Espírito Santo foi o aumento da taxa de esclarecimento de homicídios. Segundo ele, há cerca de 16 anos o Estado registrava o pior índice de resolução de inquéritos do país. Hoje, esse percentual está em torno de 50%, o segundo maior da Região Sudeste.
Damasceno explica que o indicador é divulgado com um intervalo de dois anos para permitir a conclusão das investigações.
“É importante dizer que a taxa de resolução de inquéritos tem dois anos de defasagem, porque um crime que acontece, por exemplo, em dezembro de um ano, às vezes demora um ou dois anos para ter a autoria esclarecida. Então, fechamos essa estatística com dois anos de diferença”, explicou.

Estado Presente mira chefes do crime organizado e enfraquece as facções no ES
O principal programa do governo do Espírito Santo para o enfrentamento da violência e do crime organizado é o Estado Presente. O secretário destaca que um dos focos estratégico são as operações qualificadas, integradas com as demais forças de segurança para o enfraquecimento do poder econômico e desarticulação das facções.
“A gente tem cumprido essa missão ao longo dos anos com a prisão de lideranças do tráfico de drogas e de facções criminosas. Mapeamos as organizações que atuam no Espírito Santo, identificamos os pontos de venda de drogas e priorizamos nesses locais a atuação preventiva da Polícia Militar e as operações voltadas à prisão das lideranças”, afirmou.
De acordo com o secretário, a estratégia tem resultado na captura de integrantes da alta hierarquia das organizações criminosas, o que reduz a capacidade de articulação das facções. Entre os casos recentes, estão as capturas de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, e dos irmãos Luan e Gabriel Gomes Faria.
Damasceno ressalta, porém, que parte das lideranças ainda permanece foragida, principalmente em outros estados. Segundo ele, as forças de segurança capixabas mantêm ações integradas com outras polícias e enviam equipes para localizar e prender esses criminosos fora do Espírito Santo.
Recorde de apreensões de fuzis
Os dados do Observatório da Segurança Pública mostram ainda que a maioria dos homicídios registrados no Espírito Santo é cometida com armas de fogo. Entre 1º de janeiro e 27 de julho deste ano, 260 dos 396 assassinatos ( o equivalente a 65,8% ) foram praticados com esse tipo de armamento.
Além das prisões, outro foco das operações é retirar armas de fogo ilegais de circulação. Neste ano, até junho, as polícias apreenderam 1.887 armas no Estado, conforme dados do Observatório.
“Este ano, já estamos batendo recorde na apreensão de fuzis novamente. No primeiro semestre, já foram 13 fuzis apreendidos no Espírito Santo. No mesmo período do ano passado, foram 11”, destacou o secretário.
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Armas apreendidas no ES
Dados do Observatório de Segurança Pública ES
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Apesar disso, as forças de segurança apreenderam 2% menos armas do que no mesmo período do ano passado, quando retiraram 1.925 armamentos das mãos de criminosos.
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Apreensão de armas por região
Janeiro a junho de 2026
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function visPts(prog){var last=Math.floor(prog*(nV-1));var frac=prog*(nV-1)-last;var vis=pts.slice(0,last+1);if(last<nV-1){var a=pts[last],b=pts[last+1];vis=vis.concat([[a[0]+(b[0]-a[0])*frac,a[1]+(b[1]-a[1])*frac]]);}return vis;}
function bezier(vis){if(vis.length<2)return'M'+vis[0][0]+','+vis[0][1];var d='M'+vis[0][0]+','+vis[0][1];for(var i=1;iMath.PI?1:0;
var s=function(a){return[cx2+Math.cos(a)*r,cy2+Math.sin(a)*r];};
var si=function(a){return[cx2+Math.cos(a)*inner,cy2+Math.sin(a)*inner];};
if(inner>0){
var p1=s(sa),p2=s(ea),p3=si(ea),p4=si(sa);
return’M’+p1+’ A’+r+’,’+r+’ 0 ‘+large+’,1 ‘+p2+’ L’+p3+’ A’+inner+’,’+inner+’ 0 ‘+large+’,0 ‘+p4+’ Z’;
}
var p1=s(sa),p2=s(ea);
return’M’+cx2+’,’+cy2+’ L’+p1+’ A’+r+’,’+r+’ 0 ‘+large+’,1 ‘+p2+’ Z’;
}
var startA=-Math.PI/2;
vals.forEach(function(v,i){
var endA=startA+(v/total)*2*Math.PI;
var color=PALETTE[i%PALETTE.length];
var midA=(startA+endA)/2;
var p=E(‘path’,{d:arcPath(cx,cy,1,0,startA,endA),fill:color,stroke:’rgba(255,255,255,0.35)’,’stroke-width’:2,cursor:’pointer’},svg);
(function(sa2,ea2,col,lbl,val){
var midA2=(sa2+ea2)/2;
var pct=((val/total)*100).toFixed(1)+’%’;
var h=tipHtml(col,lbl,”,fmt(val),pct);
p.addEventListener(‘mousemove’,function(e){tShow(e,h);tMove(e);p.setAttribute(‘transform’,’translate(‘+Math.cos(midA2)*6+’,’+Math.sin(midA2)*6+’)’);});
p.addEventListener(‘mouseleave’,function(){tHide();p.setAttribute(‘transform’,”);});
p.addEventListener(‘touchstart’,function(e){e.preventDefault();tShow(e,h);p.setAttribute(‘transform’,’translate(‘+Math.cos(midA2)*6+’,’+Math.sin(midA2)*6+’)’);},{passive:false});
p.addEventListener(‘touchend’,function(){setTimeout(function(){tHide();p.setAttribute(‘transform’,”);},1400);});
anim(function(prog){var r=prog*maxR;var inn=isDonut?Math.min(innerR,r-1):0;p.setAttribute(‘d’,arcPath(cx,cy,r,inn,sa2,ea2));});
})(startA,endA,color,C.labels[i]||(‘Item ‘+(i+1)),v);
if(C.showValues){var lx=cx+Math.cos(midA)*(maxR*0.65),ly=cy+Math.sin(midA)*(maxR*0.65);Txt(((v/total)*100).toFixed(0)+’%’,lx,ly,{‘font-size’:11,’font-weight’:’bold’,fill:’#fff’},svg);}
startA=endA;
});
if(isDonut&&C.showValues){
Txt(fmt(total),cx,cy-8,{‘font-size’:22,’font-weight’:’700′,fill:C.textColor},svg);
Txt(‘total’,cx,cy+14,{‘font-size’:11,fill:C.textColor,opacity:0.6},svg);
}
}
function drawRadar(){
var VW=400,VH=C.height;
var cx=VW/2,cy=VH/2;
var maxR=Math.min(cx,cy)*0.7;
var N=C.labels.length;if(N<3)return;
var allVals=[];C.datasets.forEach(function(d){d.values.forEach(function(v){allVals.push(v);});});
var maxV=Math.max.apply(null,allVals)||1;
var levels=5;
function pt(i,frac){var a=-Math.PI/2+(i/N)*2*Math.PI;return[cx+Math.cos(a)*maxR*frac,cy+Math.sin(a)*maxR*frac];}
if(C.showGrid){
for(var lv=1;lv<=levels;lv++){
var gp=[];for(var i=0;i<N;i++){var p2=pt(i,lv/levels);gp.push(p2[0]+','+p2[1]);}
E('polygon',{points:gp.join(' '),fill:'none',stroke:C.gridColor,'stroke-width':1,'stroke-dasharray':'3 3'},svg);
}
}
for(var i=0;i<N;i++){var ep=pt(i,1);Line(cx,cy,ep[0],ep[1],{stroke:C.gridColor,'stroke-width':1},svg);}
for(var i=0;i<N;i++){
var lp=pt(i,1.18);
var ta=lp[0]cx+4?’start’:’middle’;
Txt(C.labels[i],lp[0],lp[1],{‘text-anchor’:ta,’font-size’:11,fill:C.textColor,opacity:0.9},svg);
}
C.datasets.forEach(function(ds,j){
var color=ds.color||PALETTE[j%PALETTE.length];
var dpts=ds.values.map(function(v,i){var p3=pt(i,Math.min(v/maxV,1));return p3[0]+’,’+p3[1];});
E(‘polygon’,{points:dpts.join(‘ ‘),fill:color,opacity:0.22,stroke:color,’stroke-width’:2},svg);
ds.values.forEach(function(v,i){
var p4=pt(i,Math.min(v/maxV,1));
var c=E(‘circle’,{cx:p4[0],cy:p4[1],r:4,fill:color,stroke:’#fff’,’stroke-width’:2},svg);
c.style.cursor=”pointer”;
(function(ii,val,col){var h=tipHtml(col,ds.label,C.labels[ii],fmt(val),”);c.addEventListener(‘mousemove’,function(e){tShow(e,h);tMove(e);});c.addEventListener(‘mouseleave’,tHide);c.addEventListener(‘touchstart’,function(e){e.preventDefault();tShow(e,h);},{passive:false});c.addEventListener(‘touchend’,function(){setTimeout(tHide,1400);});})(i,v,color);
});
if(C.showValues)ds.values.forEach(function(v,i){var p5=pt(i,Math.min(v/maxV,1));Txt(fmt(v),p5[0],p5[1]-12,{‘font-size’:9,fill:C.textColor,opacity:0.85},svg);});
});
}
switch(C.type){
case’bar’:drawBar(false);break;
case’horizontalbar’:drawBar(true);break;
case’line’:drawLine(false);break;
case’area’:drawLine(true);break;
case’pie’:drawPie(false);break;
case’donut’:drawPie(true);break;
case’radar’:drawRadar();break;
}
var rafPending=false;document.addEventListener(‘mousemove’,function(e){if(!tip||!tip.classList.contains(‘sc-tip–open’))return;if(rafPending)return;rafPending=true;requestAnimationFrame(function(){rafPending=false;tMove(e);});});
document.addEventListener(‘touchstart’,function(e){if(!tip||!tip.contains(e.target))tHide();},{passive:true});
})();
O combate ao tráfico e às facções ainda conta com outras frentes de ações, como o investimento no laboratório de lavagem de dinheiro, no Sistema Integrado de Atividades Técnicas (Siat) e no centro de inteligência e análise telemática da Polícia Civil.
Também há investimentos na Polícia Científica, em banco de dados de perfil genético, dados balísticos e análises químicas de novos tipos de drogas.
O secretário ainda destaca o investimento em totens de segurança, câmeras de reconhecimento facial, cerco inteligente e novas viaturas com computadores de bordo. Além disso, a compra de novos fuzis, pistolas importadas e coletes. O gestor ressalta também a realização dos concursos públicos para as polícias Civil e Militar.
Já no combate ao tráfico, as forças de segurança apreenderam 2.838 quilos de drogas no primeiro semestre deste ano, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.
Apesar dos investimentos em inteligência, tecnologia e prisões de lideranças, especialistas afirmam que o combate ao crime organizado não termina quando os criminosos são presos.
O desafio seguinte é impedir que as facções continuem atuando de dentro dos presídios e avançar em políticas capazes de reduzir o poder financeiro e o recrutamento de novos integrantes. Esses temas serão abordados na próxima reportagem da série especial, que será publicada nesta terça-feira (11).
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