Câmeras, asfixia financeira e mais presídios: as propostas dos candidatos para segurança pública


Foto: Reprodução/PMES

Câmeras corporais e de videomonitoramento, ações de asfixia financeira de facções e a ampliação de unidades prisionais estão entre as propostas dos candidatos ao governo do Espírito Santo nas Eleições 2026 para a segurança pública. Os planos também incluem medidas contra crimes digitais, violência doméstica e homicídios.

As propostas foram retiradas dos planos de governo registrados pelos concorrentes no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O combate ao tráfico de drogas, às organizações criminosas e aos crimes contra o patrimônio também aparecem entre os temas centrais dos documentos.

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Confira as propostas dos candidatos

Breno Barcelos (Missão)

Breno Barcelos propõe recuperar territórios dominados por facções e ampliar o uso de tecnologia no monitoramento. O plano também prevê medidas voltadas ao sistema prisional, à valorização das forças de segurança e à alteração da legislação penal.

  • Recuperar territórios dominados por facções, restabelecer a presença do Estado e enfraquecer organizações criminosas.
  • Combater o crime organizado com inteligência financeira, bloqueio de patrimônio e integração de órgãos para descapitalizar facções.
  • Garantir assistência jurídica gratuita a policiais civis e militares e apoio do governador a atos considerados legítimos durante operações de reocupação territorial.
  • Construir um presídio de segurança máxima para membros de facções, inspirado no modelo de Cecot, de El Salvador.
  • Integrar o videomonitoramento público e privado a uma central única com inteligência artificial, além de ampliar totens inteligentes no Estado.
  • Atuar com a bancada capixaba no Congresso Nacional por mudanças na legislação penal, incluindo prisão em segunda instância, fim de benefícios e medidas contra faccionados.
  • Criar uma política permanente de valorização das forças militares, com salários previsíveis, transparência e equilíbrio entre postos e graduações.
  • Substituir militares em funções administrativas por servidores civis para ampliar o efetivo operacional.
  • Compartilhar inteligência com outros estados por meio de consórcios e do Projeto Arco.

Hélder Salomão (PT)

Hélder Salomão prevê o fortalecimento da inteligência financeira e das investigações para atingir a estrutura econômica das organizações criminosas. O plano também reúne propostas voltadas à proteção de mulheres, população LGBTQIA+, idosos e vítimas de racismo.

  • Intensificar as ações da Força Tarefa Permanente de Enfrentamento às Organizações Criminosas, com foco na base financeira do crime.
  • Fortalecer núcleos de inteligência financeira em articulação com o COAF, a Receita Federal e o Ministério Público para combater lavagem de dinheiro e patrimônio de organizações criminosas.
  • Reforçar a fiscalização de rotas do tráfico em rodovias, portos e divisas.
  • Enfrentar facções e milícias por meio do desmonte do domínio territorial e da organização financeira.
  • Aperfeiçoar a valorização das carreiras das polícias Militar, Civil, Penal e Científica, além do Corpo de Bombeiros.
  • Ampliar o videomonitoramento em unidades prisionais e socioeducativas, com acompanhamento de agentes qualificados.
  • Reformular a formação policial a partir de uma matriz estadual unificada, com conteúdos sobre direitos humanos, mediação de conflitos, uso proporcional da força e abordagem antirracista.
  • Expandir e qualificar o atendimento das Delegacias de Defesa da Mulher em todas as regiões do Estado.
  • Implementar o Pacto Estadual pelo Enfrentamento às Violências contra a Mulher e Prevenção ao Feminicídio.
  • Criar uma Delegacia Especializada de Combate ao Racismo.
  • Criar uma Delegacia Especializada para proteção da população LGBTQIA+ em crimes de homofobia e transfobia.
  • Criar o Programa Viver Bem, voltado à prevenção e ao enfrentamento da violência, abandono e negligência contra idosos.
  • Fortalecer o programa de saúde mental para policiais durante toda a carreira.
  • Modernizar laboratórios da Polícia Científica e reduzir o tempo de perícias.
  • Implantar câmeras corporais com gravação contínua em profissionais da segurança, incluindo policiais penais e policiais civis e militares.
  • Ampliar a capacidade de investigação da Polícia Civil com mais delegados, investigadores, tecnologia e laboratórios.
  • Reforçar a fiscalização da execução penal, separar presos provisórios de condenados e ampliar penas alternativas para crimes de menor potencial ofensivo.

Lorenzo Pazolini (Republicanos)

Lorenzo Pazolini propõe integrar câmeras públicas e privadas com inteligência artificial para reconhecimento em tempo real de criminosos e veículos suspeitos. O plano também prevê ações para ampliar a ressocialização de presos, combater crimes eletrônicos e reforçar a proteção às vítimas.

  • Expandir infraestruturas prisionais, programas de ressocialização, educação e trabalho para presos condenados, além de modernizar o sistema socioeducativo.
  • Integrar câmeras públicas e privadas operadas por inteligência artificial, com botões de pânico e monitoramento de tornozeleiras eletrônicas.
  • Instituir uma política estadual de atendimento integrado a vítimas e familiares de vítimas de crimes violentos.
  • Estruturar unidades especializadas em lavagem de dinheiro e corrupção.
  • Modernizar a estrutura administrativa para priorizar policiais em atividades finalísticas.
  • Valorizar profissionais da segurança e criar um programa de saúde mental para servidores das forças policiais.
  • Expandir o modelo Casa Rosa, já implantado em Vitória, para municípios-polo e de grande porte.
  • Criar uma política de segurança rural, com patrulhamento orientado por inteligência e integração com produtores locais.
  • Fortalecer as Delegacias de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPPs) para elevar a taxa de esclarecimento de homicídios.
  • Firmar parcerias com o Judiciário para acelerar julgamentos de presos provisórios.
  • Usar geoprocessamento e inteligência analítica para orientar o patrulhamento em áreas de maior vulnerabilidade.
  • Criar uma força-tarefa para diagnóstico, combate e prevenção a crimes eletrônicos.

Rafael Demuner propõe tornar obrigatórias as câmeras corporais para agentes de segurança e retomar o policiamento comunitário. O plano também cita a reorganização da política estadual com participação popular e o debate sobre o sistema penitenciário.

  • Enfrentar o feminicídio com delegacias 24 horas e uma rede integrada de proteção.
  • Tornar obrigatórias as câmeras policiais corporais para todos os agentes de segurança.
  • Oferecer atendimento psicológico a agentes de segurança.
  • Reorganizar a política estadual de segurança pública com participação popular.
  • Retomar o policiamento comunitário.
  • Aumentar a eficiência do aparato de inteligência para combate ao crime organizado.
  • Promover debate sobre a reforma do sistema penitenciário.

Ricardo Ferraço (MDB)

Ricardo Ferraço prevê a implantação de um centro integrado de comando, tecnologia e inteligência em Vitória e a criação de uma estrutura específica para enfrentamento às organizações criminosas. O plano também inclui novas unidades para custódia de presos, totens de segurança e ações contra golpes virtuais.

  • Implantar o Centro Integrado de Defesa Social na Avenida Leitão da Silva, em Vitória, para reunir estruturas estratégicas de monitoramento e defesa social.
  • Criar a Subsecretaria de Estado de Enfrentamento às Organizações Criminosas para planejar e coordenar investigações e repressão às facções e às economias ilícitas.
  • Construir quatro novas unidades nas regiões Metropolitana, Sul, Noroeste e Norte para controle e custódia de presos.
  • Expandir o Projeto Recupera II para cidades do interior e consolidar a cooperação interestadual de dados de restrição na Região Sudeste.
  • Criar uma Divisão Especializada em Crimes Cibernéticos para prevenir e investigar golpes virtuais, fraudes eletrônicas e vazamentos de dados.
  • Criar a Superintendência de Polícia de Proteção à Família, com atendimento especializado para infâncias, juventudes, mulheres e idosos.
  • Realizar acompanhamento psicossocial e patrulhamento preventivo em casos de violência doméstica, com monitoramento eletrônico de agressores.
  • Seguir com a valorização dos profissionais de segurança pública.
  • Ampliar o Ecossistema Estadual de Totens de Segurança.



FONTE: Folha Vitória


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