“Caio Capeta”: líder do PCV é preso após ser procurado por homicídio em Vitória
Apontado pela Polícia Militar como gerente do Primeiro Comando de Vitória (PCV) no bairro Santos Dumont, em Vitória, Caio de Souza Sá, conhecido como “Caio Capeta”, de 29 anos, foi preso na madrugada desta sexta-feira (17). Ele era procurado pela Justiça por um mandado de prisão preventiva por um homicídio.
Segundo a Polícia Militar, ele foi localizado durante uma ação da Patrulha de Aglomerados da 6ª Companhia do 1º Batalhão, realizada por volta das 3h30, no bairro Consolação, em Vitória.
Os militares faziam um patrulhamento nas escadarias quando avistaram o suspeito. De acordo com a corporação, ao perceber a aproximação dos policiais, ele tentou fugir correndo pelas vielas e entrou em uma residência na Alameda São Cosme Damião.
A equipe realizou um cerco e conseguiu localizar Caio dentro do imóvel. Ainda de acordo com a corporação, ele sabia que havia um mandado de prisão contra ele e que, por isso, tentou escapar.
Com o suspeito, foram apreendidos R$ 810 em dinheiro e um aparelho celular. Caio foi conduzido sem ferimentos para a 1ª Delegacia Regional de Vitória, onde o mandado de prisão foi cumprido.
Investigação por ataque a tiros em bar
A prisão preventiva foi decretada pela 1ª Vara Criminal de Vitória pelo crime de homicídio qualificado. Segundo a Polícia Militar, Caio é apontado como um dos líderes envolvidos em um ataque a tiros contra um bar no bairro Santos Dumont, ocorrido em 18 de janeiro de 2026.
O crime deixou morto o jovem Bruno Santos Gouvêa, de 26 anos, que trabalhava como técnico de refrigeração. Conforme a polícia, a vítima não tinha ligação com atividades criminosas.
As investigações apontam que o ataque teria sido motivado por uma disputa territorial entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas na região. Os suspeitos teriam efetuado diversos disparos contra o estabelecimento, que estava ocupado por outras pessoas.
Ao analisar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a Justiça determinou a prisão preventiva dos envolvidos e classificou o ataque como uma ação de grave ameaça à ordem pública e de intimidação no contexto de disputa entre facções
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